Alice no País das Maravilhas (2010)

“Off with their heads!”

Sim! Estou atrasada para esta crítica, mas eu não posso ignorar a passagem deste filme… Então vamos lá.

Posso parecer suspeita pra falar, considerando a admiração que tenho pelo Burton e em sua capacidade de fazer uma linguagem perfeita para os filmes, mesclando algo soturno, com lúdico, e deixar tudo isso com ares amigáveis.

Mas a realidade é que apesar da fotografia maravilhosa do filme, o elenco fenomenal (Helena Bonham-Carter divina em sua performance de vilã como sempre – por isso que botei ela invés do poster standard), o filme deixou a desejar e ocorreu aquilo que eu temia:  Muita expectativa pra nada.

E quando digo isso, me refiro somente e unicamente à história… o que já basta não?

Uma, que o Burton da uma mega viajada… A idéia é que o filme não seja uma refilmagem da história original, e sim, uma espécie de continuação… Desta forma, a Alice volta para a Wonderland, que nada mais é do que “Underland” o que parece que a menina deve ter ouvido demais da vez anterior que foi parar por lá. A idéia é até interessante, pois retrata um país que de maravilhoso não tem nada, tudo um caos, ainda mais com a Rainha vermelha comandando tudo.

Claro que a Rainha Vermelha ao mesmo tempo que parece que arruinou toda a vida das pessoas de “Underland” ela também salvou o filme, porque a Rainha Branca é tão enjoativa que eu cheguei a torcer pelo lado “escarlate da força”…

A atuação da Alice, não tem nada de mágico. O Risonho é engraçadinho mas não passa muito disso. Quanto ao Chapeleiro Maluco, é outro personagem muito bem executado e estruturado do filme. Toda a linguagem visual criada para o personagem foi baseada em estudos e referencial teórico que Depp e Burton pesquisaram. Até mesmo o cabelo laranja do Chapeleiro, traz referência com a cola de sapateiro, que possui em sua composição o Mercúrio, do qual muitos chapeleiros e sapateiros da época, morriam envenenados. Genial né? Essa é a parte do Burton que eu acho fodástica!

Agora, voltando ao roteiro… Sabe aquelas aventuras que ocorrem de forma tão rápida que fica difícil você imergir na história? Tudo tem bastante ação, o que de certa forma faz o filme ser interessante por um lado, mas por outro, as coisas se desenrolam tão rápido que fica aquela sensação de que nenhum personagem te cativou (com exceção, é claro, do Chapeleiro Maluco) e que não houve nenhuma história exatamente.

Bem verdade, que existem características muito legais dos personagens que até chega a te cativar, mas você sente falta de um fundamento maior. E aquela historinha pra boi dormir de que a Alice era a escolhida para matar o pescoçudo do dragão e trazer a paz de volta para o país? Sessão da Tarde…

Bom, foi tanto vuco vuco pra estréia desse filme nos cinemas, que eu desanimei pra assitir ele na estréia, como faria em qualquer outro filme do Burton. Assisti algumas semanas depois e sai do cinema meio triste querendo ir pra casa logo pra rever “Edward, mãos de tesoura”.

Aliás, torço pro mainstream do Burton acabar logo! Houve rumores de que ele ia refilmar em versão Stop Motion “A Família Adams” o que desconfiei logo de início… Claro, que iria rolar este papo, afinal “os sinistros Adams com Burton tem tudo a ver né?” Não! Sou a favor de manter na lembrança aquilo que já é imortal e não refazer algo pra estragar tudo. Se A Família Adams já é sinistro e perfeito por si só, pra que raios o Burton refilmar? Ok, desfoquei um pouco, mas foi um desabafo… Continuo numa próxima…

Até mais!

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