Entrevista com vampiro (1994)

“I walked all night, I walked as I had walked years before when my mind swarmed with guilt at the thought of killing. I had thought of all the things I had done, and couldn’t undo. And I longed for a moments peace.”

Quando você vê muitos atores bons num filme só, não dá pra não criar expectativas. O resultado não precisa ser algo surreal como o melhor filme de todos os tempos, mas tem

porobrigação no mínimo corresponder esta expectativa, trazendo um bom roteiro, boa atuação e que consiga te prender até o final. Então ponto para o diretor Neil Jordan! E claro, pra digníssima Anne Rice que bota Stephenie Meyer lá nas profundezas do limbo.

O vampiro Louis (Brad Pitt), conta sua história de como se tornou vampiro atingindo assim a imortalidade, desde o séc XVIII. Lestat (Tom Cruise) é seu criador, e acreditava que tinha sido o salvador de Louis dando lhe a dádiva da vida eterna, força e poder. Entretanto, Louis tinha um coração mais emo (tipo o Bill Compton de True Blood) e não gostava de matar pessoas para se alimentar, e amaldiçoava o fato de ser um vampiro.

Certo dia… (ou melhor, certa noite) Louis que praticamente só tomava sangue de rato, acaba abocanhando o pescoço de uma menininha pobre que acabava de perder a mãe. Lestat então aparece e dá a menininha Claudia (Kristen Dust com dentes de leite ainda) a vida eterna, poupando da morte. E aí que a história toma forma, pois além de ser um crime dentro das regras vampiricas dar vida eterna a uma criança que não consegue se virar sozinha e não possui maturidade, Claudia aos poucos vai percebendo que vai ficar com corpo e aparência de criança por toda vida. E começa a ficar rebelde.

A trama vai sendo desenvolvida na medida em que Claudia é julgada por seus atos, e entra Armand (Antonio Bandeiras com cabelo de Mara Maravilha) do Teatro dos Vampiros.

Histórias de vampiros são legais, porque podem juntar duas eras totalmente diferentes sem soar forçado. O mais bacana do filme é isso. Você vê Louis de terninho contemporâneo contando sua história de quando usava camisas brancas esvoaçantes, manchadas de sangue. Na realidade, a maior parte do filme mostra o século XVIII até mesmo na trilha sonora neutra.

Tanto que a ruptura de uma música relativamente ‘nova’ no final (considerando que Mick Jagger ainda está vivo e até onde sabemos, não é um vampiro) faz o filme fechar com chave de ouro. Além claro, dá própria música totalmente conveniente. Pra quem viu, vale relembrar o final. E quem não viu ainda, recupere o atraso. É um blockbuster que vale a pena.

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4 pensamentos sobre “Entrevista com vampiro (1994)

  1. De pensar que hoje as pessoas veneram a Stephanie Meyer e a sua “saga” Crepúsculo.

    Não é o meu filme favorito de Vampiros, mas não há como negar que este seja um bom exemplar. Primeiro porque ele mantém o clima explorado pela Anne Ricce no filme. No entanto, o filme só não consegue traçar um bom perfil do Lestat. Fiquei esperando que isso acontecesse, até mesmo com base no livro “O Vampiro Lestat”, da própria Ricce.

    Belo filme!

  2. Um clássico este filme, consegue ser tão fascinante quando o texto original literário de Rice – que, por sinal, teve adaptação cinematográfica pela própria…engraçado que ela não queria Tom Cruise pra Lestat, criticou muito e depois se retratou publicamente…viu que ele encarnou com maestria esse personagem!

    Ah, Stephenie Meyer tem seus méritos, viu?

    E eu ri com o “cabelo Mara Maravilha”, rs

    abraço

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