A Rede Social (2010)

“A guy who makes a nice chair doesn’t owe money to everyone who has ever built a chair.”

Mark Zuckerberg é um ano mais velho que eu, e já é um bilionário. Essa é a trágica realidade…

Ah sim! vamos ao filme…

Mark Zuckerberg (interpretado no filme por Jesse Eisenberg) tinha 19 anos, estudava em Harvard e acabou criando o Facebook que todos conhecemos e jogamos “a fazendinha” nele. Já neste longa dirigido pelo brilhante David Fincher, a história é contada com mais purpurina, jogando um caso amoroso no meio, que logo no começo do filme é mostrado, também para podermos detectar o esteriótipo do personagem principal: Um nerd que fala um zilhão de cacacteres por segundo, boa capacidade de réplica, talvez um pouco idiota, porém um gênio. Na história, após o término de seu namoro, ele publica alguns ultrajes da namorada Erica em seu blog, e cria hackeando a rede da universidade, um comparativo entre todas as meninas de Harvard. É daí que surge o início do que veio a ser o Facebook, com algumas adaptações e alguns processos nas costas do jovem. Primeiro, os gêmeos Winklevoss que o acusam de ter roubado a ideia inicial (uma rede social dentro de Harvard somente), e depois de seu amigo, Eduardo Saverin, após a infiltrada do criador do Napster, Sean Parker (Justin Timberlake).

O filme gira em torno de dois tempos, um supostamente atual, com Zuckerberg durante os processos jurídicos, e outro numa narrativa dos fatos que levaram a isto. Com a música de Trent Reznor, o brilhante do NIN, quase sempre filme e música entram numa sintonia perfeita. A Rede Social é um drama subjetivo dos comportamentos e personalidades atuais, por consequencia de um mundo contemporâneo em uma contínua conexão com a tecnologia e relacionamentos sociais mantidos pela virtualização. Superficialmente, se não pelos diálogos bem elaborados, e pela atuação dos personagens, o filme passa por uma narrativa comum da história do Facebook, o desenrolar dos processos jurídicos, e uma representação batida de “gênio” vs “bobões do esporte”, considerando os gêmeos que praticam remo. Porém, prestando um pouco mais de atenção, é possível enxergar uma obra-prima da sociedade moderna rica em detalhes e analogias.

Contudo, uma simples coisa me chamou maior atenção. Uma coisa que David Fincher nos mostra através de sucintos detalhes e que dá um valor quase inestimável para a história toda: o fato de como um grande gênio jovem de 19 anos, conseguiu criar uma rede que conecta 500 milhões de pessoas, e contudo terminar o filme, relativamente sozinho e odiado. Não estamos falando da história real, como o próprio Zuckerberg afirmou que o cinema adora contextualizar tudo botando um namorico com uma tal de Erica no filme, que ele nem chegou a ter na realidade. Mas no filme em si, é interessante vermos por este lado que nos dá uma compração gigantesca com nossa atualidade, nosso padrão de vida, e nossa individualização pra quase tudo, até por consequência do mundo virtual. É aí o ponto principal que faz o filme ser tão interessante, esses aspectos que ficam nas entrelinhas.

Justin Timberlake está ótimo para o papel. Ele definitivamente se deu bem como ator, diferente de alguns outros cantores que se infiltram no cinema (né não moça-do-nome-estranho = “Biunhóncé”??). Jesse Eisenberg, sem dúvida nenhuma, também domina o papel, mantendo o mesmo semblante do nerds em Zumbilândia porém com uma maturidade e uma ironia bem desenvolvida.

Só acho meio absurdo superestimarem este filme como sendo o filme do ano. Mas, não tiro seu mérito como um bom trabalho de Fincher.

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10 pensamentos sobre “A Rede Social (2010)

  1. Gostei do filme também, achei Eisenberg e Justin excelentes em seus papéis.

    Concordo contigo, estão apenas superstimando demais o filme, deve ser por causa de Fincher. Gostei, mas entre os melhores do ano ele não entra.

  2. Trabalho fantástico do Fincher, que resolveu ficar um tanto mais contido aqui e deixar as cosias acontecerem.

    O elenco é fantástico mesmo e o roteiro pra lá de inspirado.

    Timberlake realmente parece ser um bom ator, o que não deixa de ser surpreendente.

    Dos filmes que eu vi em 2010 só não considero esse o melhor pela existência de O Segredo dos Seus Olhos. Sou a favor desse hype em torno dele. hehe

    Bjos.

  3. O filme do ano… pois é, acho que esqueceram de Inception rsrs…
    Mas não posso negar Nat, amei o filme e suuper recomendo rs! Os atores estão realmente perfeitos, e os diálogos então, nem se comenta! O que gostei muito nesse filme foi que não existe o príncipe e o monstro… eles não fazem vc odiar ou amar alguém, fazem apenas vc querer ter criado o Facebook rs… “apenas”…
    Bejo querida… ótimo texto, admiro seus blogs! =)

  4. O filme do ano… pois é, acho que esqueceram de Inception rsrs…
    Mas não posso negar Nat, amei o filme e suuper recomendo rs! Os atores estão realmente perfeitos, e os diálogos então, nem se comenta! O que gostei muito nesse filme foi que não existe o príncipe e o monstro… eles não fazem vc odiar ou amar alguém, fazem apenas vc querer ter criado o Facebook rs… “apenas”…
    Bejo querida… ótimo texto, admiro seus blogs! =)

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