Jezebel (1938)

“Shall I cry for you? Nobody ever made me cry but you… And that was only twice!”

Passado no século XIX, em 1852, ano em que a Aristrocacia sulista rural vivia seu auge na america, surtos de febre amarela acontecia (a todo momento era lembrado do surto de 1930), homens duelavam por motivos por vezes frívolos, e as damas da sociedade eram cobradas por uma conduta de regras para não parecerem vulgar. É nesse cenário que surge em poucos minutos de filme, a figura incontestável de Julie (Bette Davis). Seus tios a esperavam junto com alguns convidados para uma recepção, e a fofa aparece com roupa de montaria, o que naquela época se considera um pouco abusivo. Mas, o jeito de Julie andar, de sorrir, e até mesmo de levantar o vestido, além de cativar logo de cara, faz percebermos claramente a figura da personagem: Petulante, teimosa, geniosa que posteriormente foi comparada por sua tia Belle (Fay Bainter) com a persoangem bíblica Jezebel, rainha malévola.

Julie era a noiva de Preston (Henry Fonda), e ela acaba causando fudunço quando resolve, em um baile, ir com um vestido vermelho, invés de branco, como a maioria das moças virgens e não casadas faziam. Julie, se mostrou ousada, e apesar de um filme preto e branco e de tentarmos imaginar que tom de vermelho ela usava, a cena se mostra uma das mais fortes do filme. Todos se afastam com olhares críticos e Julie logo começa a perceber que tomou uma atitude errada. Pobre Julie, se ela imaginasse que centenas de anos depois as pessoas estariam dançando o créu com vestidos de cor nenhuma…

Fato é que o diretor William Wyler optou por um vestido bronze para poder dar um impacto maior por se tratar de um filme preto e branco. Mas, voltando…

Aos poucos, Julie arrependida planeja ter de volta o amor de Preston (ele a abandonou após o evento), mas é através de egocentrismos e vontade de provocar ciúmes em Preston, Julie vai descontruindo seu plano, ainda mais quand conhece a nova esposa de Preston.

E quem chega para salvar a história e deixá-la marcada como um dos melhores filmes da década de 30? A febre amarela, que põe a prova o amor de Julie, revira o semblante de Julie para um desespero súbito, e da calmaria ao caos, Jezebel os mostra um desfecho digno.

Bette Davis ganhou o Oscar pela sua atuação mais que merecida. Não é a toa que Kim Carnes anos mais tarde compos Bette Davis Eyes. O olhar de Julie chama atenção. Não só pelo tamanho, mas pela expressão e a forma que eles se comunicam, se virando de um lado pro outro. Reparem na cena em que Preston apresenta a Julie sua esposa do norte. Bette sustenta uma cena inteira pelo olhar.

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5 pensamentos sobre “Jezebel (1938)

  1. Pingback: Fuck Yeah! Bette Davis « Le Matinée!

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