Os Imperdoáveis (1992)

“Funny thing, killin’ a man. You take away everything he’s got and everything he’s gonna have.”

Clint Eastwood sempre traça alguns detalhes de seus personagens que possuem características em comum. Um cara com um passado obscuro e sofrido, que agora é uma figura solitária, pobre porém honrada como diria Chespirito… Mas, lá em 1992 ele iniciou com este personagem – Will Munny – num filme de faroeste que funciona como uma ruptura com seu roteiro que foge do que seria comum ver num filme deste estilo.

Não há mocinho ou vilão necessariamente, uma vez que o protagonista é um matador e o Xerife da cidade que costuma fazer o papel de salvador, é um exibicionista de seu talento, tão perverso quanto qualquer outro. E as damas aqui são as meretrizes de uma taberna, que juntam um dinheiro para recompensar o matador que vingar uma delas, que teve o rosto retalhado por um vaqueiro.

Aí, o tio Clint tava lá cuidando dos porcos junto com seus filhos, os mesmos que atuaram depois em João e Maria da TV Cultura… Eis que chega The ‘Schofield Kid’ (Jaimz Woolvett) sugerindo uma parceria para ajudar a matar o tal vaqueiro e assim dividir a recompensa.  Will Munny, então conta sua breve história sobre como ele era um homem mau, que matava mais de mil e bebia o que o cão botou pra nóis bebe… Só que aí, ele encontrou Claudia, com quem se casou e o fez mudar completamente. Logo, sua mulher morreu, mas mesmo assim Will conservava sua sobriedade, e mantinha uma vida pacata como criador de porcos e pai de João e Maria…

Acabou aceitando a proposta de Schofield Kid, recrutou o parceiro de longa data Ned Logan (Morgan Freeman) e partiu para a missão.

O mais legal do filme, é que em todo momento Will traz um perfil de arrependido, passando certa humildade, quase desistindo da empreitada e voltando pra casa. Além de não conseguir mais montar direito num cavalo e dar a impressão que a qualquer momento ia dar um ataque cardíaco. O final pode não ser algo impactante, mas não há como não se surpreender com o próprio personagem de Eastwood.

Anúncios

6 pensamentos sobre “Os Imperdoáveis (1992)

  1. Adoro esse filme, um dos q marcou a minha adolescencia. Eastwood é um idolo para mim, sou suspeito para comentar. Adorei seu texto, alias adoro seus textos, sempre com toques divertidos. Parabens. Abs.

  2. Eu gosto muito da maneira como Eastwood sabe muito bem traçar perfis íntimos e de personalidades de seus personagens, ele tem um olhar cuidadoso, é um diretor emocional e este filme é bem significativo. Ainda mais pelo senso western.

    Mas, ainda assim, eu prefiro outros filmes dele – como “Sobre meninos e lobos”, “A Troca” ou mesmo “Além da vida”.
    Beijo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s