Os Bons Companheiros (1990)

“For a second I thought I was dead. But, when I heard all the noise, I knew they were cops. Only cops talk that way. If they’d been wiseguys, I wouldn’t have heard a thing. I would’ve been dead.”

Ok, quando se fala em filmes gangster, é creditado todos os méritos de um filme para a trilogia de O Poderoso Chefão. Mas, não vamos negar a magnitude desta obra de Scorsese que trata do tema com uma sofisticação misturada com uma realidade transparente que salta a tela, com toques de originalidade. Para isso, não basta um bom roteiro, sustentado por uma história real. É preciso figuras competentes para representar um gangster com todas as letras, e aqui também os temos: Ray Liotta, fazendo Henry Hill que narra com elegância como foi se tornar um gangster desde sua infância. Robert De Niro, interpretando Jimmy, mais um dos braços direito que com o olhar já é capaz de “mandar matar” e o nanico Joe Pesci (ainda com cabelo!) que com sua voz esganiçada interpreta Tommy, um gangster com sangue italiano e não hesita em tacar o terror por motivos banais.

A câmera de Scorsese se mostra ousada. Seja na violência explícita – ao mesmo tempo que refinada por vezes, ou na apresentação dos personagens como se a câmera fosse o olhar do espectador. Os diálogos são bem trabalhados, assim como as gargalhadas escrachadas dos personagens, entre uísques e fumaças de cigarro.

Filme longo – típico do gênero, eu diria, mas que não chega a cansar, se é que o assunto lhe interesse. Hill narra seus 30 anos vivendo como um gangster, praticamente contando sua vida inteira e seus relacionamentos com mulher e amante, e a trilha sonora acompanha a linha do tempo de cada década. Um detalhe até que óbvio, mas muito importante de se destacar. É difícil designar um grande destaque para o elenco, mas sem dúvida, seja pelo personagem como pelo grau convincente de interpretação, Pesci dá um show na tela. Não é a toa que ganhou o Oscar como melhor ator coadjuvante.

E como toda esposa de gangster que se preza, temos a histérica Karem Hill (Lorraine Bracco) esposa de Henry que desde o começo se encanta com ele, e por toda a tragetória de desgraças e felicidades, é a companheira (mesmo que histérica) que faz tudo para proteger o marido. Bracco tem uma papel forte que consegue sustentar do começo ao fim. Acredito que esta deve ser mais uma característica do estilo – um elenco forte que não dá margem a descontentamentos.

Já considerado um dos clássicos de Scorsese, Os Bons Companheiros é a tragetória real da vida de Henry Hill, desde como ele entra e como ele (dificilmente) acaba saindo deste universo.

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6 pensamentos sobre “Os Bons Companheiros (1990)

  1. Acredita que não vi esse filme ainda? E olha que Scorsese é top diretores!
    Provavelmente devo gostar. Filmes desse gênero tem me conquistado. Scarface, O Poderoso Chefão, O Pagamento Final, Os Infiltrados, Os Intocáveis….

  2. Considero apenas Taxi Driver melhor que esse, na carreira do Scorsese. Outro ponto é que, eu adoro Dança com Lobos, não foi imerecido o Oscar, mas Os Bons Companheiros é muito mais filme. O elenco está sensacional mesmo…!

    Abs.

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