Um Ato de Liberdade (2008)

“If we should die trying to live, at least we live like human beings.”

Dificilmente um filme de Guerra consegue errar absurdamente a mão, principalmente os que retratam a II Guerra Mundial. Isso porque nós vemos praticamente um filme de terror, com a certeza de que tudo aquilo aconteceu. E muitas vezes, mesmo que o filme ou detalhes técnicos da direção não tenham tanta qualidade, somos tocados emocionalmente por uma história, pois grandes partes destas histórias, e personagens destes filmes, realmente existiram. Quase sempre filmes tristes, mostrando uma vala de corpos nus e sujos caídos num verdadeiro strike humano.

Ok, então já temos alguns pontos bons garantidos para esse filme, que apresenta tudo isso e ainda conta com a direção de Edward Zwick, que já teve um pouco de êxito anteriormente com Diamante de Sangue. A história é a seguinte: quatro irmãos judeus acabam de perder seus pais, e vão se refugiar numa floresta que como conhecem desde a infância, se torna um dos melhores lugares para se esconder dos alemães. Tuvia e Zus Bielski (Daniel Craig e Liev Schreiber respectivamente) são os mais velhos que apresentam opiniões antagônicas a respeito de vingança, guerra ou solidariedade. Tuvia acaba acolhendo outros judeus para seu acampamento e isso faz com que regras sejam estabelecidades, a medida que vai se criando uma comunidade na floresta.

Apesar das 2h17 de filme, não há momentos enfadonhos e por vezes você tem que voltar o filme para assistir a cena novamente pois você acaba se distraindo com o par de olhos azuis saltitantes de Daniel Craig sob um rosto cinza e encardido. Além da dupla de irmãos protagonistas, outros personagens se destacam no filme, como o irmão do meio, Asael (Jamie Bell – o famoso Billy do Balé) que começa meio morno, e a medida que seu personagem toma forma, seu papel ganha força.

Zus, em um dado momento acaba se aliando aos russos para lutar contra os alemães e com isso, abandona seus irmãos e o acampamento em busca da Guerra. Contudo, além da metralhagem digna de todo filme de Guerra, outros valores vem a tona na história como a família e a superação humana em enfrentar algum mal, comparando com o que pode acontecer se apenas ficassem parados. Uma das melhores cenas do filme, é a que mostra os judeus do acampamento espancando um alemão capturado que chora desesperado.

Baseados em fatos reais, este é um filme de Guerra que foge um pouco dos demais por razões que não podem ser contadas aqui. Os tons cinzentos e azulados continuam lá na fotografia, mas também temos o amarelado do calor de uma vela na cabana e a luz do sol derretendo os flocos de neve anunciando o fim do inverno. Há justiça, perdão e amizade no filme, e diferente de um Bastardos Inglórios que retrata o gosto de satisfação numa completa ficção, neste podemos constatar que nem sempre tudo esteve perdido na realidade.

Anúncios

7 pensamentos sobre “Um Ato de Liberdade (2008)

  1. Gosto do tema, vi o trailer há algum tempo e pretendo conferir.

    Se você gosta do tema também, assista “Caminho da Liberdade” de Peter Weir, sobre prisioneiros que fugiram da União Soviética durante a 2º guerra e andaram milhares de quilômetros para sobreviver.

    Até mais

  2. Acho esse filme extremamente enfadonho. Sai do nada e vai pra lugar nenhum, draminha da mão pesada. Zwick é um diretor apenas regular, nada mais que isso. Acerta de vez em quando, mas na maioria das vezes, são chatices ambulantes como “Ato de Liberdade” que predominam em seus projetos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s