Jane Eyre (2011)

Rochester: I dream.
Jane Eyre: Awaken then.

As irmãs Brontë são 3 escritoras do século XIX que criavam romances (usavam pseudôminos masculinos) e 2 deles são relidos e adaptados para o cinema até hoje. Enquanto Emily obteve sucesso com a obra prima Wuthering Heights, Charlotte por sua vez, ganhou êxito com sua Jane Eyre. Bem verdade que ambas obras são distintas, Wuthering Heights é muito mais forte e significativo, mas não há como não se sensibilizar com Jane Eyre (que traz muita relação com a vida real de Charlotte), um romance épico, cheio de delicadeza, doçura e com o Magneto como galã da vez =)

Os romances trazem histórias que nos tempos reais podem superficialmente parecer obsoletos. Mas, somos facilmente levados a desplugar o interruptor de nossa realidade para mergulharmos num tempo de injustiças, vestidos longos, e corações apaixonados (mimimi). E muito antes de Marimar, Maria do Bairro ou Maria Mercedes, saibam que havia Jane Eyre, muito mais original e pura.

Jane (Mia Wasikowska) passou sua difícil infância com sua tia e seu primo. Seus pais morreram e desde então, Jane vivia de injustiça e maus tratos. Logo foi transferida para um internato do qual passava por uma série de “infortúnios”. Só após crescer e sair de lá, ela vai se tornar uma governanta na casa do Sr. Rochester (Michael Fassbender, tão encantador em filmes assim como Colin Firth ou Matthew Macfadyen). Passa seu tempo como perceptora da francesa Adele (Romy Settbon Moore), e da governanta mais velha, Mrs Fairfax (a lindíssima Judi Dench).

A princípio você não sabe do que Jane foge. Depois você deduz. E embora o torvelinho da história demore para ser mais claro, somos passíveis de se prender na trama por conta do casal protagonista. Wasikowska por vezes parece tão insossa quanto em Alice no País das maravilhas, entretanto, seu rosto angelical contribui para dar sentido e forma a sua personagem e aos poucos ela vai ganhando força, mostrando no fim um grande papel. Fassbender convence até mais, tanto em suas atitudes mais ríspidas quanto as mais emotivas.

Uma pena que tudo que envolve o tal mistério por trás do superficial, não chega de fato a surpreender ou talvez a forma que o diretor Cary Fukunaga quis demonstrar isso tenha sido infeliz. Não posso ainda comparar com as outras adaptações que fizeram deste romance, mas limito a dizer que o que fica na superfície é um grande romance.

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6 pensamentos sobre “Jane Eyre (2011)

  1. Talvez nunca assista, mesmo com todas as recomendações. Morro de preguiça de dramas épicos, com iluminação ruim, muita dança, entre outras características que me afastam do gênero. Até mesmo Orgulho e Preconceito, comentadíssimo, eu demorei pra assistir. Entretanto, adorei! Quem sabe, pelo Magneto, né…

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