A felicidade não se compra (1946)

Strange, isn’t it? Each man’s life touches so many other lives. When he isn’t around he leaves an awful hole, doesn’t he?

Certos filmes antigos, trazem pros tempos atuais o brilhante poder de fazer a gente comparar sobre a mudança da sociedade. Seja em critério de evolução, ou não. Em 2012 você pode assistir um filme de 1946 com valores ainda tão reais e significativos. Pela simplicidade dos fatos e da história, é num filme antigo que você se desliga dos efeitos gráficos ou da tecnologia para absorver tão somente a história, seus personagens e o que mais se tem pra contar. A Felicidade não se Compra se trata de um filme que discute o que o ser humano entende como “valor” na vida. Permeia toda sua história mostrando os dois lados da moeda, os princípios, a compaixão, a ganância, a solidariedade… Hoje ainda tão real, talvez num momento em que tudo isso tomou dimensões maiores, e podemos ver essa simples história com muito mais admiração.

Numa lúdica trama paralela, Frank Capra faz um diálogo interessante num céu estrelado, com um anjo ganhando a tarefa de descer na terra e ajudar George Bailey. A forma que Capra mostra isso soa engraçada, com as estrelinhas piscando conforme cada “personagem” fala. Enfim, Clarence – o tal anjo recrutado aceita a missão em troca de ganhar suas asas caso tenha êxito na tarefa. A troca de favores já começa por aí. Mas, ainda a gente se pergunta: Quem é George Bailey afinal, e porque ele precisa de ajuda?

Deus, ou sejá lá quem seja a “luz” que passa essa tarefa a Clarence, faz a gentileza de mostrar para o anjo (e para nós) quem é George. É aí que entra toda a história, e até mesmo cenas que podem parecer a priori como relatos disperdiçados, fazem toda a diferença posteriormente. Mas, não espere cenas fortes, dramas extensos. Tudo é bem simples, flui de forma natural, mesmo sem sabermos como terminará exatamente.

O gostoso do filme são suas cenas carregadas com um humor inocente, com algumas partes realmente inesperadas e de bom humor, como a cena do baile em que a fenda do chão é aberta e George (James Stewart) cai com Mary (Donna Reed) numa piscina. Em outras vezes, o filme nos leva a compartilhar da agonia de George (um personagem tão bem construído) mesmo quando ele parece se esforçar em ser alguém arrogante.

George Bailey é mostrado rapidamente em algumas fases da sua vida, até o personagem ganhar força suficiente para se sustentar em seu período atual, que é como sucessor de um banco de seu falecido pai. Um banco que ajudava as pessoas a conseguirem suas casas e demais conquistas, não cobrando juros e enriquecendo em cima das pessoas. Mas, George queria ganhar o mundo, viajar, criar coisas maravilhosas e ter muito dinheiro. Com a tarefa de assumir os negócios do pai, ele se vê casado com uma penca de filhos, numa casa em que sua mulher Mary reformou para eles e longe de ser tudo aquilo que desejava. Após um enorme furo financeiro, que põe tudo a perder e que pode levar o banco a falência, George busca o suicídio e é dentro desse contexto que Clarence desce a terra, e tudo aquilo que pode soar bobo faz a gente ser um poço de sensibilidade. É uma história muito bonita, para gastá-la contando-a toda aqui. Vale suas 2 horas, asssitir.

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4 pensamentos sobre “A felicidade não se compra (1946)

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