Orgulho e Preconceito (2005)

“But she doesn’t like him. I thought she didn’t like him.”

Assisti no final de semana novamente este filme. E, sabe né gente? Fico assim apaixonada, mimimi. Aliás, já que faz tempo que não escrevo, permitam-me relatar sobre os romances mimimis que tanto adoro…  Geralmente, são os de época. De vestidos longos e dancinhas que lembram Festa Junina de escola, só que nobre. São os 3 principais: O Morro Dos Ventos Uivantes (ok, cheio de tragédia e drama, mas eu amo), Orgulho e Preconceito, e recentemente entrou pra lista Jane Eyre. Todos eles com atores bem selecionados, que você fica assim idiota por uns dias. Heathcliff, Mr Darcy e Rochester.

Bom, chega.

O filme é aquele romance belo que seu namorado fica batucando um Heavy Metal do lado, numa impaciência sem fim. Aquele que mostra figuramente todos aqueles personagens e cenas que sua imaginação projetava quando lia o livro do qual foi baseado. Só que agora o mocinho e mocinha tem rosto, e ganha mais que você. E sim, ele é tão belo quanto você imaginava no livro.

Conhecem a história? Escrito por Jane Austen, já cultuada na Inglaterra, é um lindo romance que gira em torno de (como no nome) orgulho e preconceito. Lizzy Bennet (Keira Knightley) é uma das 5 irmãs que já tem mais de 20 anos e não se casou com ninguém. É de uma família simples e destrambelhada. Acaba conhecendo Mr. Darcy (Matthew Macfadyen) amigo de Mr Bingley, este, que se apaixona por uma das irmãs Bennet, Jane (Rosamund Pike). Mas, Mr. Bingley possui berço de ouro, herdeiro de bons costumes e sapatos limpinhos sem lama. Como se casar então com alguém da família Bennet?

Já a Sra Bennet, mãe das 5 irmãs precisa casá-las, afinal, quando o senhor Bennet morresse, os bens da família passaria automaticamente para o membro mais próximo. Um primo baixinho e bocó e claro, não tão belo.

O dir. Joe Wright estreiou na época este longa e já ganhou os elogios britânicos. Logo, veio mais outra pérola (Desejo e Reparação) e não preciso ainda dizer o quão ansiosa estou para o Anna Karenina (baseado no livro de Tolstói) que traz novamente Keira Knightley no elenco e ainda Mr. Darcy (o ator Matthew Macfadyen) que apesar de segundo plano e com bigode bem felpudo, ainda assim é o Mr. Darcy <3

O filme consegue ser bem fiel ao livro, trazendo um romantismo sutil e europeu, cheio de pureza que nós americanizados não estamos habituados a ver. Talvez é aí que repousa a sensibilidade extrema e o romance puro que a história disperta, intensificada pela paixão reprimida de Mr. Darcy, em contrapartida com a comicidade e ousadia da grande personagem Lizzy. Tanto Keira quanto Matthew trazem essa sintonia na trama, refletindo bem o que sentimos quando lemos o livro por exemplo.

Sempre tenho pé atrás com adaptações repetidas que fazem dos romances (O Morro dos Ventos Uivantes mesmo, que já tá na 5, 8 ou 30 versão) mas este merece uma atenção a mais (assim como o novo de Jane Eyre). Em nenhum momento você percebe uma forçação de barra no romantismo de ambos personagens e até mesmo seus contratempos e encontros ao acaso, são provenientes da obra literária.

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5 pensamentos sobre “Orgulho e Preconceito (2005)

    • Desejo e Reparação realmente é muito mais forte, digamos assim. Tb to ansiosa pra ver Anna Karenina. Queria ler o livro antes, mas não to numa boa fase de livros (já faz uns anos, hahahaha)

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