A Estranha Passageira (1942)

“Oh Jerry, don’t let’s ask for the moon. We have the stars.”

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Now1Todo mundo tem um artista preferido. Alguém que pouquíssimas vezes (ou nunca) te decepcionou. Eu tenho a Bette Davis, pra quem ainda não sabe =) Anyway, todo mundo que tem um artista preferido, tem também um trabalho preferido desse artista. Apesar de me intitular fãzaça de Davis, eu não vi toda sua filmografia – ainda. E até semanas atrás o meu preferido dela era O Que Terá Acontecido com Baby Jane? Isso mudou quando eu assisti A Estranha Passageira (Now, voyager – 1942). Mais do que gostar, achei tão especial que vai ser tema da minha próxima tatuagem, como homenagem a Davis. Ainda acho que posso mudar de filme preferido, conforme vou completando a lista (ainda não vi A Carta que falam que é ótimo). Mas, enfim, vamos pro post!

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Charlotte Vale, já estava pra titia. A única filha de Mrs. Vale que não se casou e estava destinada a cuidar de sua idosa e viúva mãe. Era reprimida a todo tempo, com sua mãe tomando todas as decisões dela, como quais roupas vestir. Por conta disso tudo, Charlotte foi considerada pela irmã e mãe, como uma pessoa com sérios distúrbios mentais, a beira de um ataque de nervos. Isso faz com que sua irmã trouxesse para a casa a visita do psiquiatra Dr. Jaquith (Claude Rains). Ela então passa um período num sanatório e ao receber alta, ganha de presente um cruzeiro para a América do Sul. É lá no navio que ela conhece Jerry Durrance (Paul Henreid).

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O “não-dito” deseja, pela vida e pela terra jamais concedidas. Agora, Viajante, navega tu adiante, para procurar e encontrar.” Um trecho do poema de Walt Whitman é narrado pelo Dr. Jaquith à Charlotte, e ele serve como um resumo claro da história dela, visto que ao embarcar no cruzeiro, sua vida muda completamente.

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Um detalhe clássico que marcou o filme, foi o gesto de Jerry acender dois cigarros de uma vez e oferecer um a Charlotte. A cena é repetida diversas vezes com grande sutileza, causando mais afeto do que redundância. Com exceção da embaraçosa cena do acidente de carro com um motorista brasileiro chamado Giuseppe (que tinha um sotaque numa mistura bizarra de espanhol, com português e italiano), o filme todo é lindo, e nossa Bette obviamente dispensa comentários. Se transforma em cena, sustentando perfeitamente a Charlotte perturbada e a Charlotte destemida. Todos amam Bette! \o/

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