O Nevoeiro (2007)

“Leave it alone, David. You can’t convince some people there’s a fire even when their hair is burning. Denial is a powerful thing.”

E lá vamos nós com mais uma história adaptada de Stephen King, que apresenta um monstro bizarro de tentáculos nojentos que veio de outro planeta. Já viu essa história em algum lugar? Pois é…

David (Thomas Jane – que já havia feito outro de King, “O Apanhador de Sonhos”) pinta um quadro para Hollywood quando um grande vendaval começa e uma árvore acaba atingindo a janela da sua casa. Na manhã seguinte, ele vai com seu filho no supermercado da cidade para comprar alguns suprimentos, e o cenário para praticamente o filme todo está montado.

Um grande nevoeiro branco, – que possivelmente veio da mesma região que aquela fumaceira preta de LOST – invade a cidade, e mais do que isso, monstros estranhos estão nessa névoa, fazendo com que todas as pessoas do supermercado – clientes e funcionários – fiquem presos lá até segunda ordem.

To bege! o.O

É neste cenário que temos os principais protagonistas: David e seu filho Billy (Nathan Gamble, que deve ter recebido a seguinte ordem de encenação: “chore o filme todo e só”), uma outra cliente que faz a vez da mais corajosa da turma – Amanda (Laurie Holden, de The Walking Dead, que trocou o isolamento de uma loja de roupas pra se isolar agora num supermercado – mais útil né?), Brent (Andre Braugher) vizinho de David, a beata Mrs Carmody (Marcia Gay Harden, que adora um papel de perturbada) que por vezes dá entender que é ela o principal vilão da história, um funcionário do mercado Ollie (grande Toby Jones), e um casal de velhinhos, um deles representado por Jeffrey DeMunn (também de The Walking Dead).

Essa galera toda (e mais outros que compõem o caos da trama) se torna um grupo que mais perdido que minhoca em miojo, não sabe o que está lá fora e não sabe se espera até o estoque de Doritos acabar ou se vão se aventurar para a névoa correndo risco de vida. São 2 horas bem longas desse lenga lenga, com um corajoso aqui e outro ali, saindo pra névoa e voltando pela metade.

Talvez os maiores destaques são de fato para a atuação de Marcia Harden pela Mrs Carmody, e David que teve que fazer um final bem difícil, eu diria. Aliás, o final é daqueles que você passa muita raiva. Mas, sempre tem aqueles que gostam de finais assim…

No mais, é aquele clichê, seja na condução da história, nos deboches dos menos crentes do monstro, até que se prove o contrário, e o próprio desespero humano que leva todos ao caos, destruindo uns aos outros, por conta da impossibilidade de vencer um mal maior. Rende alguns sustos, e apesar de um final forte, vai sem deixar saudade…

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