Música: Dion and the Belmonts

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Uma das vozes que eu mais gosto dos anos 50 é a de Dion DiMucci. Junto com outros três integrantes (incluindo Fred Milano, que faleceu no começo do ano passado) eles montaram em 1958 o quarteto de Doo Woop, Dion and The Belmonts.

A banda completa teve uma carreira curta, pois Dion saiu da banda no começo de 60 para fazer carreira solo. Nesse tempo, surgiu The Wanderer e a clássica mais que clássica Runaround Sue.

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Dion com o cartaz do Festival de Inverno que trazia Big Bopper, Ritchie Valens e Buddy Holly.

Dion ainda está na ativa. Curioso é pensar que ofereceram a ele para rachar o preço do avião, do qual acabou levando a vida de Buddy Holly, Big Bopper e Ritchie Valens, no Festival de Inverno de 59. Dion recusou pois achou 36 dólares muito caro e era o preço que seus pais pagavam na mensalidade do apartamento no Bronx. Enfim, listo aqui as 3+ do Dion and The Belmonts, incluindo minha preferida A Teenager in Love =)

Dia do Rock e a Sun Records

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A Sun Records foi fundada em Memphis, em 1952 pelo produtor americano Sam Phillips. Conhecida e famosa como a gravadora que fez “nascer o Rock n’Roll”, a Sun Records foi a responsável pela “descoberta” de Elvis e por ter trazido nomes do Rockabilly e do Rhythm and Blues. Embora, seja bem verdade que o Rock já existia muito antes de seu Rei, não podemos negar o impacto que teve na história do Rock essa gravadora que trouxe além do Elvis, grandes ícones de peso como Johnny Cash (palmas, palmas!), Roy Orbison,  Jerry Lee Lewis, entre outros.

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Recibo de um dos primeiros contratos de Elvis com a Sun Records

Foi num encontro ao acaso dentro da Sun Records, que reuniu despretensiosamente 4 artistas, o que resultou nas gravações que foram conhecidas como  “The Million Dollar Quartet” (O quarteto de um milhão de dólares). Elvis Presley, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e Johnny Cash gravam juntos em 4 de dezembro de 56. Phillips aproveitou o ensejo pra promover um desafio aos quatro: aquele que alcançasse o disco de ouro em vendas ganharia um Cadillac. Anos mais tarde a banda Drive by Truckers, gravou a música Carl Perkins’ Cadillac em homenagem a esse acontecimento. Bom, Perkins ganhou, rs

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An article from 16 Magazine published in 1957

Um artigo publicado em 1957 sobre o quarteto inesperado

Aproveitei o dia de hoje pra contar um pouco dessa história da Sun Records, que foi a gravadora que marcou o Rock dos anos 50, e trazer algumas músicas pra celebrar o dia \o/.

• “That’s All Right Mama”, apesar de não ser do Elvis, foi a primeira música que ele gravou no estúdio.

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June Carter, Johnny Cash e Carl Perkins


• Hello, I’m Johnny Cash. A voz grave do Home de Preto começava assim. Era prosseguido pelos riffs peculiares de “Folsom Prison Blues”. Cash é um dos meus cantores preferidos, principalmente pela voz dele. Quando soube que seria lançado uma cinebiografia dele fiquei intrigada para saber quem o interpretaria, mas Phoenix não decepciona. Tem resenha do filme por aqui também. As primeiras canções gravadas por Cash na Sun Records foram Hey Porter e Cry, cry, cry, ambas atingindo o topo do ranking country de 55.

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Jerry Lee Lewis e Sam Phillips


• Jerry Lee Lewis era filho de uma mãe devota. Ela o instruiu a tocar para o Senhor, mas certo dia o presidente da escolha de Jerry disse a sua mãe que seu filho estava tocando músicas mundanas. Mas, conforme eles concluiram, o rapaz não sabia o que fazia. Anos depois o presidente voltou a perguntar a Jerry se ele continuava tocando a música do demônio e ele disse: “Yes, I am. But you know it’s strange, the same music that they kicked me out of school for is the same kind of music they play in their churches today. The difference is, I know I am playing for the devil and they don’t.” (Sim, eu estou. Mas, sabe o que é estranho… a mesma música que fez eles me expulsarem da escola é o mesmo tipo de musica que eles tocam na igreja. A diferença é que eu sei que estou tocando para o demônio, e eles não sabem”)  Fuck Yeah Jerry!  Ele foi o pioneira do piano inserido dentro do Rock daquela forma, não somente pelo jeito de tocar mas pela sua performance emblemática. Great Balls os Fire foi um de seus sucessos estrondosos e também o nome de sua cinebiografia lançada em 89 (ainda farei a resenha dele!)

Com Carl Perkins e Sam Phillips

Carl Perkins e Sam Phillips

Com Carl Perkins e Johnny Cash.

Perkins e Cash


• Carl Perkins é mais conhecido como o escritor e cantor original do hino rockabilly  “Blue Suede Shoes” (1956). Vendeu milhões de cópias e atingiu fama de forma rápida até sofrer um acidente quase na mesma época, pondo sua carreira em declínio. Pra ajudar, o nosso Rei fez sua versão de Blue Suede Shoes o que deu um “Finish Him” na carreira de Perkins que não conseguiu o mesmo destaque que teve com sua música. Mesmo assim, ele teve uma careira longa e participou de um especial com George Harrison, Eric Clapton e Ringo Starr chamado  ‘Carl Perkins and Friends: A Rockabilly Session.

E enquanto tudo isso acontecia, minha mãe ainda comia alguma papinha X (nem sei se já existia Nestlé naquela época) enquanto sua mãe (minha vó) bordava algo na cadeira de balanço. Não vivi aquela época mas ler essas histórias me faz imaginar um tempo incrível de descobertas, sobretudo a descoberta do Rock como expressão corporal, emocional, enfim, um limpador de almas. :)

Cuidados para a pele nos anos 50

Palmolive

Um comercial dos anos 50 mostra o sabonete Palmolive como uma forma promissora para os cuidados do rosto. Se hoje em dia existe uma complexidade de produtos para cuidados de pele, com cremes para o dia, para a noite, com FPS, para pele oleosa ou seca… enfim, antigamente o “sabão facial” era recomendado como algo que traria uma pele perfeita para 2 de 3 mulheres. Eles tinham tamanhos menores para o rosto e tamanhos maiores para toda a família, pasme!  Consigo imaginar aquela pele amarrada como se fosse lavada por sabão de coco do tanque… o.O


Fonte.

La Bamba (1987)

“My mom reckons I’m going to be a star. And stars don’t fall from the sky”

Na década de 50 os jovens que sentiam começar a ferver em seu interior a grande energia do Rock n Roll, e tentavam usar a música como sua carreira, poderiam sofrer preconceitos, ao mesmo tempo em que eram idolatrados por tantas meninas histéricas. Ricardo Valenzuela (Lou Diamond Phillips) vivia nos Estados Unidos, porém com ascendência mexicana. Era de uma família pobre, com seu irmão viciado numa pinga 51, sua cunhada grávida e chorona por conta do marido, e sua mãe que sempre lhe apoiou, Connie (Rosanna DeSoto). Talvez por sua classe social, ou o fato de ser estrangeiro e mais ainda por ser “apenas um cantor”, Ritchie era desprezado pelo pai de sua amada Donna, uma namorada que conheceu nos tempos do colégio antes de largar os estudos para viver de música.

Dirigido por Luis Valdez, há no filme elementos manjadíssimos de uma cinebiografia de astro do rock. Mas, a história de Ritchie por si só é diferente de muitos outros. Tem aquele tempero mexicano, e tem a própria personalidade do protagonista. Ritchie não era drogado. Não dormia com groupies, não quebrava a guitarra. Era o bom moço e quem apimenta e toca o terror de rock star ali é seu irmão Bob (Esai Morales). Este, apesar de amar o irmão e da relação de ambos ser boa, alimentava uma certa inveja e ciúmes de Ritchie. Enchia a cara quase todo dia, arrumava briga e tinha sempre seus sonhos fracassados. Não era o foco principal do filme, mas parece que havia a necessidade de destacar Bob mais do que deveria talvez por conta do bom comportamento de Ritchie. Isso não chega a deformar o filme, pois a personalidade de Bob contrastava com a de Ritchie fator decisivo para se formar o perfil exato do personagem. E mesmo não conquistando jamais o coração do pai de Donna, ele provou seu amor para ela ao mostrar que não se importava com fãs histéricas. Aliás, Donna foi responsável por um de seus maiores sucessos, sendo sua musa inspiradora na canção Donna.

A introdução da música La Bamba no filme homônimo, foi bem encaixada. Primeiro com Ritchie ouvindo ela numa casa de tolerância (acho divino esse termo) em Tijuana, por um grupo de mexicanos tradicionais, cenas depois com Ritchie pedindo ao seu produtor e empresário Bob Keane (Joe Pantoliano) em poder fazer uma versão Rock n Roll da música, e cenas após isso, Ritchie cantando a música num festival, sendo super bem recepcionada pelo público.

Mas, não nos esqueçamos de que o filme foi feito na década de 80. Então, clarooo que tem elementos toscos. Uma é Ritchie pra cima e pra baixo com a guitarra pendurada no pescoço. Entrar num lugar pra tocar já com a guitarra pendurada até vai, mas descer de uma moto, ir no restaurante ou no parque de diversões com a guitarra não dá. Se é da época ou não, isso é coisa que não sei.

Os closes nos sapatiados rockabilly do pessoal dançando, ou mesmo a briga entre irmãos, são pontos altos. Ainda temos a participação de Brian Setzer, líder do Stray Cats fazendo o papel de Eddie Cochran, outro cantor fantástico da época, que ganhou sucesso com a música Summertime Blues (embora a versão do Stray Cats, que é tocada no próprio filme “La Bamba” é bem melhor e mantém os traços do Rockabilly).

Ritchie sempre teve medo de andar de avião, e frequentemente tinha pesadelos relacionado com tragédias. Mas, grande parte do filme mostra o lado gostoso e contagiante de Ritchie. É apenas em minutos que tudo se dissolve com a nevasca e a queda do avião de pequeno porte, no dia 03 de fevereiro de 1959, o dia que Don Mclean em sua música American Pie chamou de “O dia em que a música morreu”. Não mostra a queda do avião, porém o diretor acertou mais uma vez, soltando uma carga emocional intensa ao notificar pelo rádio a notícia da morte dos três astros do rock: Big Bopper, Buddy Holly e Ritchie Valens, este com apenas 17 anos. A família de Valens recebe a notícia em choque. Tudo que você pode chorar você chora em pouquissimo tempo. O tempo da família ouvir a notícia,  a própria Donna ouvindo no colégio e a reação de Bob (que havia se reconcilidado com o irmão momentos antes da tragédia) emociona. Não há mais o que mostrar e o filme. De fato é desnecessário o pequeno take de uma lembrança de Bob com Ritchie correndo num morro. Mas é tão rápido que não deprecia, mesmo sendo a cena final. E volta nos créditos finais com La Bamba e o sorriso simpático de Lou Diamond Phillips, que apesar de certos amadorismos em algumas cenas, encaixou perfeitamente no papel.

A morte é acordar, disse o índio para Ritchie. Mais tarde, Buddy Holly já no avião comentaria para Ritchie: “Não há para que ter medo. Afinal, o céu pertence as estrelas, não é mesmo?” Sim, é por isso que lendas como eles se foram, tão cedo e o Fresno e Restart continuam aqui na terra, firme e forte.

(perdoem-me o humor negro, não resisti)

A Árvore da Vida (2011)

“Where were You? You let a boy die. You let anything happen. Why should I be good ? When You aren’t.”

Terrence Malick não é do tipo de diretor que faz um filme todo ano. Alguns dizem que ele preza pela qualidade, então quando lança algo é sempre bom. Enfim, há controvérsias, pois se fosse assim, seria Woody Allen um fracasso? o.O

Mas, convenhamos que de fato, para uma pessoa com mais de 40 anos de carreira, ter apenas 5 filmes lançados, é que Malick não disperdiça dinheiro, e trabalha muito bem cada detalhe sensorial, técnico e conceitual de seus filmes, para que não sejam lançados em vão…

Neste quinto trabalho do diretor, os fragmentos de uma história de família são postos nas 2h30 de filme de uma forma que foge da linearidade. Não começa necessariamente do final, nem do começo. E a real mesmo, é que você não depende interamente disso para “sentir” o filme. E digo isso, porque este – de uma forma singular – não é o tipo de filme que se vê, argumenta roteiro, capacidade de atores (uma vez que já estamos lidando com dois mestres – Brad Pitt como o pai, Sean Penn como o filho já crescido) ou qualquer outro detalhe cinematográfico a considerar. A Árvore da Vida você sente de uma forma puramente artística – ou espiritual…

Logo no começo uma pergunta instigante é soprada em uma cena daquelas em que as imagens engolem os sons, ruídos ou falas comuns de um filme. Falo isso, porque em muitas das vezes que não era tocada uma ópera ou outra música erudita, ficava aquele mudo como se de repente atingissemos o ápice de uma colina. E de repente, sussuros indagando sobre a existência. Esta é a essência do filme todo praticamente. O caminho da graça e o da natureza, numa analogia entre a bondade e a perdição. O antagonismo dos pais – Ele, Mr. O’Brien (Brad Pitt) cético que ensina seus três filhos a serem fortes e lutar na vida e ela, Mrs. O’Brien (Jessica Chastain) quase imaculada que ensina o amor, o perdão ficando claro que ela escolhe inteiramente o caminho da Graça.

No meio disso, temos o filho mais velho, Jack (Hunter McCracken e Sean Penn). Ele sofre pela educação imposta pelo seu pai, além do longa sugerir sutilmente o desenvolvimento de um Complexo de Édipo, com relação a mãe. Mas, mero engano falar da sinopse dessa forma, como se tudo isso fosse claro…

Malick cria alusões entre a existência da humanidade, ou a de apenas um ente querido. Retrata o Big Bang de maneira magnífica, embalada numa trilha de chorar, e numa morosidade, que se você dormiu mal na noite anterior, vai capotar no sono como um bebê. Para outros, é algo de arregalar os olhos prendendo mais do que qualquer ação explosiva Hollywoodiana.

Flashes de luz são constantes. Oscilações entre o nascimento e a morte, a origem do Universo, a origem de uma vida. Takes demorados refletindo luzes, ecoando sons distantes, e closes na simplicidade de uma vida: um pé sobre um chafariz de água, duas mãos grandes segurando um pézinho minúsculo, janelas se abrindo, crianças rolando num gramado verde. Na pior das hipóteses, você pode achar o filme enfadonho. Entretanto, se ocorrer o mesmo que ocorreu comigo, você simplesmente não sabe dizer o porquê, nem como, este filme cativou sendo por vezes tão cansativo. Não sabe explicar como que você não tem coragem de dizer que uma obra dessas é ruim, quando sente que isso seria uma blasfêmia divina e cinéfila. O cuidado que Malick teve em cada frame, sem nenhuma pequena cena (mesmo que em fração de segundos) fosse disperdiçada, é algo que merece respeito.

Se há algo que ouso criticar do longa – além de sua arrastação natural, que caso contrário perderia o sentido – é seu final quase como um Cidade dos Anjos, que com certeza poderia ser melhor. Se não fosse por ele, seria talvez o primeiro filme do qual não se percebe que chegou ao fim, uma vez que hâ final e começo durante todo seu espetáculo.

Cinema Paradiso (1988)

“No, Toto. Nobody said it. This time it’s all me. Life isn’t like in the movies. Life… is much harder.”

O que todo mundo que já assistiu o filme diz, é o seguinte: prepare os lenços. Tá bom, peguei minha caixa de lencinhos e fui finalmente assistir este clássico italiano (que inclusive venceu diversos prêmios na época, incluindo o de Melhor Filme de Lingua Estrangeira, no Oscar de 90).

Salvatore  quando garoto (Salvatore Cascio) era coroinha da igreja, e sempre que podia se enfiava no meio do Cinema Paradiso para ver as sessões que o padre costumava assistir antes de todo mundo, a fim de censusar algumas partes, como as com cenas de beijo. Era a década de 40, uma época em que levava muitas pessoas no cinema, sendo a maior diversão daquela cidade da Itália – Giancaldo. No Cinema Paradiso, trabalhava o projecionista Alfredo (Philippe Noiret) responsável por fazer os cortes das cenas “pecaminosas” e Totó (como assim era chamado o pequeno Salvatore) vivia lhe pentelhando por ser fascinado pelo cinema.

Todo o resto da trama, perde a graça se eu ir um pouco mais além. Então vamos aos detalhes gerais…

Totó aparece em três fases da vida. Quando mais velho – (Jacques Perrin De O Pacto dos Lobos), aparece logo no começo por conta de o que vermos no filme ser 90% por conta de suas lembranças, digamos assim. Ele era um grande cineasta, já vivia em Roma, há 30 anos longe da família, e após receber a notícia de que um tal Alfredo morreu, sua feição muda e começa então os flashbacks que dão sentido para o começo. Já quando adolescente, é interpretado pelo jovem Marco Leonardi, sem tantos destaques, mas cumprindo um bom papel. Contudo, certamente o que mais destaca dos 3 Totós é o pequeno Salvatore Cascio. Ele é a primeira figura simpática que encanta o espectador logo de cara. Um sujeitinho espuleta, esperto que busca no Cinema Paradiso o melhor lugar para estar. A Guerra tinha acabado, e seu pai jamais havia voltado da Rússia. Totó então vivia com sua mãe que chorava ou batia no garoto por conta de suas travessuras, e a irmã que não fede nem cheira no filme todo…

O segundo destaque é a figura simpática de Alfredo que apesar de se mostrar bravo e rabugento com Totó fuçando em suas películas, logo é estabelecido uma amizade entre ambos que dá toda a essência da história. Cenas cômicas surgem na primeira metade do filme, jamais parecendo forçado. Acho a Itália mestre em fazer humor com elegância e inteligência, mesmo que por vezes as coisas sejam mais fáceis por conta de uma criança.

Interessante notarmos que o filme nos mostra 3 épocas de vida. Nas duas primeiras, se mantém uma trilha sonora digna de um filme mudo antigo dos anos 40. Uma sensibilidade geniosa eu diria. Só então, na terceira época (o que corresponde aos dias de hoje) a música muda o tom, deixa tudo menos “pianinho Chaplin” e mais melancólica e nostálgica.

E quando o filme está próximo aos 5 minutos finais que antecedem os créditos, a sensação que dá é de uma linda e tocante história. Há momentos de emoção, mas nada daquilo que todo mundo falava. E você nem imagina que em 5 minutos aconteça algo que faça você mudar completamente seu estado. E então, com Totó já de volta a Roma, numa cinzenta década de 80, sem mais a graça nostálgica da década de 40 e 50, um pequeno trecho te derruba da cadeira, dando o inesperado (talvez já esquecido) e aí sim, um final de soluçar. Então não serei a única que dirá o diferente. Logo, prepare os lenços…

Cinema Paradiso é para amantes do cinema. Você chora mais ainda, se ama o cinema como Totó amava. Ver o Cinema Paradiso, a grande casa que transportava sonhos e imagens de uma vida que não a sua, ser demolido para um estacionamento porque as pessoas não iam mais o cinema, corta o coração dos “Totós” que temos em nós.