Top 10 – Mentes perturbadas que renascem do inferno

E que fique claro: renascidos do inferno. Isso, acaba excluindo da lista grandes antagonistas do cinema como Hannibal Lecter ou Jack Torrance. Os renascidos do inferno são aqueles problemáticos que algo aconteceu em sua vida e eles saem por aí matando (algumas vezes no Dia Das Bruxas), caindo em processadores de carne, sendo decapitados, porém voltando no filme seguinte, afinal, não tá fácil pra ninguem né Brasil? Tem que levantar uma graninha, mesmo que a produção destes filmes seja de 30 dólares…

Quero comunicar aqui que esse post é mais que especial, porque tem participação do Celo Silva, do Um Ano em 365 Filmes. Montamos o ranking e os textos juntos e espero que todos gostem.

Na realidade eu gostaria muito de fazer um Top 10 especial de Dia do Saci, mas não achei mais de 5 filmes a respeito. Ok… não procurei também…

Então vamos lá!

10º – Carrie White

“It has nothing to do with Satan, Mama. It’s me. Me. If I concentrate hard enough, I can move things.”

Dessa lista de Mentes Perversas que Renascem do Inferno, talvez a nossa incompreendida Carrie White seja a que mais destoa. Tendo uma mãe daquela, acabado de menstruar pela primeira vez e com os hormônios em ebulição, a menina tinha mais do que motivos para assassinar alguém. Porém, não era de toda malvadona, mas após levar um banho de sangue de porco no baile de formatura, mandou metade da população da cidadezinha onde morava para o cemitério usando seus poderes telecineticos. Foi junto, mas não se furtou em voltar. Quem nunca se cagou de medo com a mãozinha da moça saindo da cova? Acho que até hoje John Travolta se lembra muito bem, bem feito, não quis dançar com a menina. (C.S)

09º – Zé do Caixão

“O Sangue é Eterno!”

Se os americanos tem sua trupe de assassinos seriais, podemos dizer que em terras tupiniquins também temos o nosso sádico assassino, representado por Zé do Caixão e suas indefectíveis unhas. Pouco lembrado no Brasil, mas cultuado em terras ianques, a qual leva a singela alcunha de Coffin Joe, a procura de Zé é pela continuidade de seu sangue, a mulher perfeita que possa gerar um filho tão maligno quanto seu progenitor, nem que para isso ele tenha que fatiar quem apareça pela frente ou usar animais peçonhentos para tal. Uma olhadinha em A Meia Noite Levarei sua Alma deve render uma boa semana de pesadelos. (C.S.)

08º – Ghostface

“Never say “who’s there?” Don’t you watch scary movies? It’s a death wish. You might as well come out to investigate a strange noise or something.”

Ora, ora, o que temos aqui! Se não é o galã assassino que veio tardiamente, mas fez sucesso com seu “Terror Teen” já na década de 90 com Pânico. Galã, porque ele é o único assasssino que esfaqueia e olha pra câmera pra mostrar que fez bonito. É o único que não caminha calmamente até a vítima e corre que nem um destrambelhado atrás de alguém, todo descordenado com a barra do vestido enroscando no pé. Por mais fraco que seja esta figura dentro de um ranking cheio de perturbados (e mesmo que não seja um assassino fixo nos 4 filmes) não podemos tirar o mérito do personagem que criou no mercado do Halloween a fantasia mais barata que se tem na 25 de março de um assasssino de filme. (N.X)

07º – Leatherface – Thomas Hewitt

“You… you damn fool! You ruined the door!”

Produção, chama o Rogério Skylab pra explicar a diferença de uma Serra Elétrica e uma Moto-Serra??? Afinal, a distribuição brasileira coloca um nome de filme que não bate com a realidade do filme. A menos que Leatherface tivesse uma extensão 220v no bolso, não daria para usar uma Serra Elétrica por aí… Mas ok…

Presente nos seis filmes da série, Leatherface tinha uma máscara feita de pele humana e é um dos primeiros que chocou as pessoas ainda na década de 70 com um filme que apesar do baixíssimo orçamento, fez um grande “sucesso” e deu o que falar, ainda por ser baseado em fatos reais. Apesar de poucas cenas de sangue no primeiro filme, o terror psicológico e todos outros componentes de filmes assim que acabaram surgindo mais tarde, faz este assassino ser digno do ranking… (N.X.)

06º – Damien

“Look at me, Damien! It’s all for you.”

Se Zé do Caixão encontrasse o capetinha Damien, olharia para ele e diria: “Queria ter um filho assim!” E não é para menos, o moleque, filho direto do 7 peles, matou tanta gente quanto muito serial killer burro-velho em suas não sei quantas continuações. Damien é o tipo de personagem que marcou gerações com seus olhos vagos e mente diabólica. De família religiosa que sou, era terminantemente proibido citar o nome do pequeno Carcará dentro de casa, assistia na casa dos amigos e depois tinha que ficar com medo quietinho em casa para não ser repreendido. Damien teve sua quota de neurose distribuída no subconsciente coletivo e até hoje quando citado muita gente se treme toda. (C.S.)

05º – Charles Lee Ray – Chucky

“We’re friends ‘til the end, remember?”

Apresentado pra gente pela primeira vez em 1988, Chucky é o boneco mais fodástico que matou mais de mil, teve esposa, filho e quem sabe daqui uns anos com a falta de criatividade do cinema, ele ganhe também um cachorro e um piriquito… Diferente de outros filmes de terror, ele tem mais um lado B que mistura um ar de comicidade no meio da chacina causando medo só para as crianças da época que até hoje armazena um trauma lá no fundo do coração.

Chucky já faz parte da trupe de assassinos que o mocinho/mocinha tenta destrui-lo, e ele volta firme e forte (com alguns remendos) pro filme seguinte. Infelizmente ou felizmente, os mais recentes filmes de Chucky que apresenta já sua família, é mais uma comédia do que terror. Não souberam dosar direito os dois componentes, mas ele garante seu sucesso pelos primórdios. (N.X.)

04º – Pinhead

“You solved the box, we came.”

Da série Hellraiser – Renascido do Inferno, esse sim é mais que digno para entrar neste top, e digo mais: não é fácil fazer um filme após sair de uma sessão de acupuntura sendo esquecido pelo médico no consultório.

Baseado no livro de Clive Barker, foram sete filmes produzidos e pode-se dizer que o roteiro é original naquilo que se cumpre fazer e explora temas que na época não era comum, como o sadomasoquismo. O surreal e o sonho como ferramenta para construção da história também estão lá com o famoso cubo Configuração do Lamento, que abre uma passagem para um reino de prazer através da dor. Pinhead é o líder dos Cenobitas, o povo que habita esse Universo alternativo. Tenso… (N.X.)

03º – Michael Myers

“You’ve fooled them, haven’t you Michael? But not me.”

Criado por John Carpenter, e presente no Slasher Halloween, mais de 8 filmes foram feitos, fazendo Michael só perder para figuras imortais como Jason ou Freddy. Michael saiu de um sanatório, é o problemático Mor do ranking e passa sua “vida” inteira perseguindo a irmã. Conhecido pela máscara branca sem expressão, com o cabelo bagunçado para cima, é através dos movimentos da cabeça que Michael consegue se expressar enquanto assassino uma vez que ele não fala. Por vezes faz termos pena dele (bom, eu tinha), dependendo da situação, até a hora que ele enfia um ferro de patins na cabeça de alguém (mau, mau menino!).

Faz parte dos assassinos que caminha devagar atrás da vítima mas que deve ter algum tipo de relógio do tempo para fazer com que alcance a vítima mesmo esta correndo a “maratona da São Silvestre” para se salvar. (N.X.)

02º – Freddy Krueger

“Come to Freddy!”

Encabeçando o segundo lugar dessa gloriosa lista, nada mais nada menos do que o Rei dos Pesadelos, o flamenguista Freddy Krueger. Se tem um sujeito que pode disputar pau a pau quem matou mais adolescentes com Jason é o nosso churrasquinho ambulante de espetos afiados. Freddy sofreu o pão que o Diabo amassou, com todo prazer diga-se de passagem, nas mãos dos moradores da Elm Street e resolveu se vingar por mais de uma década povoando os sonhos da rapaziada com muito sangue e tripas. A disputa com Jason é tão acirrada que até rendeu um crossover entre a dupla e aposto que Freddy fez muita gente relutar em dormir, não é para menos, o sujeito é praticamente intocável no mundo dos sonhos, mas mesmo assim alguém sempre arrumava um jeito de se livrar dele. Mas, teimoso que é, voltou uma infinidade de vezes. (C.S.)

01º – Jason Voorhees

“No place to hide.”

Usando uma faca de mais de 1 metro e uma máscara de hóquei, Jason herdou talvez da mãe o instinto assassino. No primeiro filme da série, é sua mãe Pâmela que toca o terror dentro de um acampamento. Mas, porque Jason em primeiro lugar? Porque inexplicavelmente ele não morre, isso em mais de 10 continuações e mais umas 6 ressurreições. Ele também sabe dominar muito bem qualquer arma que usa para matar e tem quase 2 metros de altura. Ah sim, e são mais de 140 vítimas. Ele também não corria atrás das vítimas, não falava e guardava a cabeça da sua mãe na cabana que dormia.

Agora, tente aplicar à realidade: imagina você andando a noite na rua e encontrando uma figura como ele vindo em sua direção?

fim. (N.X)

Anos Incríveis (1988-1993)

Quem dos 20 aos 40 anos não se lembra de Kevin Arnold e seus pensamentos tão admirados pela gente? Ou da rouca voz de Joe Cocker cantando na vinheta de uma gravação em família – Os Arnolds – numa nostalgia quase viciante? The Wonder Years (ou Anos Incríveis, numa época onde não baixava séries de internet e esperava passar na Tv Cultura) é sem dúvida a série que mais marcou minha infância/adolescência e a mais especial. Tem um lugar reservado no meu coração, e é certeza que no coração de muitos também. Sua primeira temporada possuía somente 6 episódios, pois na época, a ABC tinha receio de arriscar numa série filmada com uma câmera, sem espectadores rindo de fundo (o que era tipicamente garantia de sucesso na época). Anos Incríveis logo em seu episódio piloto chamou atenção de todos, pela mescla que manteve em todos os episódios seguintes: misturar humor e melancolia.

Narrador: Havia apenas mais uma coisa a se dizer. a coisa simples, corajosa, a coisa que estava em ambos corações.
Kevin: Quer… Estudar pra nossa prova de História?
Winnie: Claro.

Com 6 temporadas, a série é narrada pelo próprio Kevin (Fred Savage), com uma voz já mais velha retratando o final da década de 60 e início de 70, período que entrou no ginásio e conheceu a difícil e confusa Winnie Cooper (Danica McKellar). Além disso, tem o pano de fundo de todos os fatos que aconteceram naquela época. Fatores políticos, cena musical, enfim. O gostoso de Anos Incríveis é que Kevin fazia toda nossas pequenas e grandes crises e descobertas da vida serem filosóficas demais, como se qualquer um de nós pudessemos (e podemos realmente) fazer da nossa vida a medida que crescemos uma história para ser contada anos depois. São realmente estes anos incríveis de cada um que são expostos de uma maneira sensível e maravilhosa pela série ao longo de seis anos. E apesar da série ter sido feita para os babyboomers da década de 60, o fato é que os jovens da década de 90 se identificavam demais com a série e pelo personagem Kevin pelos fatores que ocorriam a ele, tão coincidentes com a infância e adolescência de cada um.

“Crescer é algo muito rápido. Um dia você usa fraldas e no outro você vai embora. Mas as memórias da infância permanecem com você. Lembro-me de um lugar, uma cidade, uma casa como várias outras casas, um quintal como vários outros quintais, em uma rua como várias outras ruas. E o fato é que, após todos estes anos, eu ainda olho para trás e penso: “foram anos incríveis.”

Principais Personagens e por onde andam agora:

Fred Savage – Kevin Arnold


Kevin era o filho de Norma e Jack Arnold, que quase sempre era incompreendido. Seu irmão Wayne vivia pentelhando Kevin ou mesmo subornando. Winnie foi sua paixão desde quando a conheceu até o final da série. A única que se dava melhor com Kevin da família era sua irmã Karen, a Hiponga da história. Ah sim, e Kevin ainda tinha o seu melhor amigo, como todo mundo: Paul – o famoso caricato nerd.

O ator que interpretava Kevin – Fred Savage – se tornou uma pessoa meio afastada das óticas midiáticas, mas atua em alguns papéis e já chegou a filmar alguns filmes toscos como o mais recente O Acampamento do Papai. Teve mais sucesso dirigindo seriadinhos da Disney Channel e Nickelodeon…

Dan Lauria – Jack Arnold

O pai de Kevin, carrancudo veterano da guerra, porém com um perfil forte que por vezes cativava, na vida real obteve mais sucesso, digamos assim. Além de atuar em bons filmes como Independence Day, ele também continuou no ramo da televisão em séries como Smallville ou How I Met Your Mother.

Alley Mills – Norma Arnold

A fofíssima mãe, faz pontas em seriados e novelas. Nunca esteve em Red Carpet, mas é o tipo de atriz que só é lembrada pela série (não muito diferente do caso de Savage)

Jason Hervey – Wayne Arnold


O chatinho irmão de Kevin (que mais irritava do que cativava, mas era muito engraçado devido ao seu QI de pantufa) faz a série Scott Baio Is 45…and Single, casou-se com uma ex atriz pornô , virou produtor de TV e tá feio pra cacete. Notem como os elementos do rosto não se distribuiram bem e nem se expandiram dentro do rosto largo da criatura.

Olivia d’Abo – Karen Arnold

A Hippie agora dubla desenhos e fez uma ponta na série Eureka.

Danica McKellar – Winnie Cooper

A Namoradinha de Kevin fez ponta no How I Met Your Mother  (uma dos casos rápidos de Ted Mosby) e fez um livro de matemática para garotas o.O

Josh Saviano – Paul Pfeiffer


Ah sim, esse virou o Marilyn Manson e transa com si mesmo… Rá!

Saviano se formou em Ciências Políticas e Direito. Trabalha num escritório em Nova York e pra falar a verdade, deve ganhar mais do que todo o resto do elenco…

“Mais do que qualquer pensamento, é difícil imaginar ter 12 anos de idade…e não ter um melhor amigo com Paul Pfeiffer. Paul era o cara mais legal que eu conheci. Ele teria feito tudo por mim – Sei disto. E eu teria feito tudo por ele. Pelo menos, eu sempre pensei que faria.”

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Abaixo, tem a primeira parte de um super especial da Tv Americana contando sobre a série. Tem 5 partes, sugiro ir lá no Youtube dar uma bizucada quem tiver interesse =)

♫ Tom Petty & the Heartbreakers – American Girl

Lançada em 1977 numa época em que Tom Petty e sua banda (Tom Petty & The Heartbreakers) estavam apenas começando.  Há rumores que a letra desta música tenha sido sobre uma garota que se suicidou do prédio de sua universidade, na Flórida. Enfim, ela é a trilha de O Silêncio dos Inocentes, e é o tipo de música que quando você ouve por aí, você já associa a cena.

E quem domina a cena é Catherine Martin que chegava em casa e ia cantando essa música bem alto no seu carro, minutos antes de ser sequestrada por Buffalo Bill. Não sei explicar mas essa cena chama muito minha atenção, o tempo que foi gasto no foco em Catherine cantando a música.

Acho que o diretor Jonathan Demme botou a cena ali para mostrar em pouco tempo como era a personalidade de Catherine e como ela levava sua vida antes de tê-la mdificado completamente. Este é um contraste que deixa a gente em choque quando vemos a garota entrar num furgão. A garota que nos simpatizou cantando American Girl.

Voltando pra música, esta é uma versão ao vivo de 1978 com a banda tocando:

♫ Oh yeah, alright,
Take it easy, baby
Make it last all night
She was an American girl ♪

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♫ The Temptations – My Girl

Lançada em 1964, a música já era famosa antes mesmo de ter sido atrelada num filme. Mas, foi em 1991 com a música sendo tema principal de Meu Primeiro Amor, que muitas crianças da nova geração “conheceram” as músicas dos anos 60, 70 incluindo The Temptations. Uma, é a clássica Do Wah Diddy Diddy (traduzida aqui como “Dubidu” para a versão dublada do filme) e a outra é esta da Trilha da semana: My Girl, que também é o título original do longa.

E atirem a primeira pedra quem nunca assistiu (nem sequer um trecho) deste filme (versão brasileira “ÉrbertiRixardis”) na Sessão da Tarde! Ou a menina que também se apaixonou pelo professor embora achasse Macaulay Culkin bonitinho – numa fase em que o garoto não cheirava nem cola ainda. Ou ainda, qualquer pessoa que tenha chorado pela morte estúpida deste ou a rebeldia de Vada quando soube da tragédia. Opa, falei um spoiler. Desculpa gente, sou muito contra spoilers mas certas coisas deixaram de ser spoilers e se for spoiler pra você, meus pêsames (idem aqueles que não sabem que Darth Vader é o pai de Luke).

Bla bla bla a parte, vamos a música? Adoro coisa antiga gente, acho esse vídeo sensacional, com os rapazes do Temptations cantando e fazendo uma dancinha barrrrbara  =) – reparem nos pézinhos ou a interpretação do trecho “when its cold outside”…

E o trecho abaixo ainda… não dá impressão que o roteiro foi feito em cima da música? o.O

♫ I’ve got so much honey
The bees envy me
I’ve got a sweeter song
Than the birds in the trees ♪

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