Príncipe da Pérsia – As areias do tempo (2010)

“Difficult, not impossible.”

Ok, vamos combinar uma coisa inicial: se o filme é com Ben Kingsley, então ele é foda. Bom, nem sempre…

Mas, vamos seguir a regra lógica de uma resenha…

Sim, há umas viagens do príncipe Dastan (Jake Gyllenhaal – Meu Donnie Darko always ♥) fazendo piruetas, o que achei válido e que tornou o filme mais bacana ainda, trazendo uma referência forte do game, o que o espectador/jogador nota logo no comecinho. Você já dá aquele “Ohhhh!”, chega até a ser nostálgico.

Tá, a história do filme não é nada que você diz “puxa que coisa mais original!”, mesmo assim, ele corresponde bem ao seu estilo, traz muita aventura e ação (uma guerra logo no começo, demais!) e apesar do final ser de certo ponto algo previsível, ele não deixa de ter seu ar de final interessante.

Toda a trama gira em torno de uma adaguinha mágica que carrega as areias do tempo, e que é preciso que seja protegida de mãos erradas, se não o mundo todo cairá em ruínas (já vi esse filme antes…). Nem por isso eu tiro uma estrelinha do filme. É necessário considerar sua origem, bem como  sua missão bem executada, de mesclar todos os elementos de uma boa e bem feita aventura. Aliás, eu já fiquei satisfeita, do fato que por Dastan ser um filho adotado e bem aceito e respeitado pelos irmãos que não são de sangue, ele já quebrou uma boa padronagem chatíssima de filmes assim (sabe, o pobrezinho adotado que sempre se ferra e os irmãos desprezam? pois é.).

Os efeitos são fabulosos, dando destaque pra cena da areia, onde Dastan sai dando uma surfada boa…

O diretor, Mike Newell, é o mesmo que fez Harry Potter e o Cálice de Fogo, e mais recentemente O amor nos tempos da Cólera. No fim, ele mostra que manda bem pra filmes no estilo de Prince of Persia (tenho dificuldades sólidas de falar o título em português, graças as fortes referências “nintendísticas”), e ele conseguiu fazer um filme originado dos games uma idéia boa, e não uma idéia infeliz como tem em muittoooos filmes provenientes da décima arte. Aliás, as referêcias visuais são contrastantes, principalmente no figurino.

Não conhecia a atriz Gemma Arterton (que interpreta a princesa Tamina) mas, ela também representa bem o papel. Quanto ao Ben Kingsley… melhor não comentar, evitando assim spoilers inconvenientes… limito-me a dizer que ele é uma das maiores facetas cinematográficas que a atualidade possui. Já Jake Gyllenhaal está insuperável no papel do príncipe, ele combinou perfeitamente com o personagem, com um sorrisinho cínico característico.

Não há nenhum momento do filme que fica enfadonho ou parado demais. Toda a trama te prende de uma forma inperceptível, traz um roteiro simples, numa ficção interessante, toques cômicos (como toda aventura) ainda mais acentuados com a presença de Alfred Molina (óia só, quanto tempo!) .

E no fim, ainda tem a belíssima  “I Remain”  da Alanis Morissette, feita especialmente para o filme (incontestável até se não fosse).

De fato, não é um filme que você desce os degraus do cinema, amassando o pacote de pipoca com uma frustração notável.

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