♫ Andrew Lloyd Webber – Masquerade

Obs.: Tem selo no final do post =)

O Fantasma da Ópera é um dos musicais mais vistos no teatro, como também um dos mais ricos visualmente, tendo vindo para o Brasil há alguns anos atrás. Escrito por Gaston Leroux, este romance ganhou versão para o cinema em 1925, com uma linguagem mais voltada para o terror. Foi em 2005 que Joel Schumacher escolheu um novo fantasma (que até eu queria!) para uma nova versão com Gerard Butler como o fantasma e Emmy Rossum como Christine. Ambos foram escalados para protagonizar esta versão mais voltada para o romance, mais apaixonante e que não dispensa luxo nem mesmo sensibilidade.

O filme é um musical, fator que o torna muito delicado para um gosto geral. Para que não selecionasse uma cena carregada em spoilers (o que é uma pena, pois me privo de mostrar a linda voz dos dois cantando no filme) selecionei a Masquerade (composição de Andrew Lloyd Webber para a versão teatral) que apesar de mostrar uma cena do filme, não implica muito em sua trama.

Mas, atente-se a música, composta com uma paixão e desenvoltura peculiar de Webber. Ao mesmo tempo que soa animada (representando um baile de máscaras) ela pode soar com sua letra algo ameaçador e apavorante. Talvez até melancólica da parte do fantasma.

Eu poderia falar muito mais das músicas do filme todo, mas reservo pra uma futura resenha, quando eu rever este musical…

♫ Masquerade!
Paper faces on parade …
Masquerade!
Hide your face, so the world will never find you! ♪

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.


Aproveito o post para anunciar que o Le Matinée! ganhou mais um super special selo: Projeto Créativité! (que rima com Le Matinée! uhu! piada pronta!) Desta vez foi do Hugo lá do Cinema-Filmes e Seriados e da Manu lá do Cinema pela Arte. Preciso responder algumas questões e passar o selo adiante =) Mas antes, quero agradecer os dois fofíssimos por lembrar do blog, sem dúvida, é um enorme estímulo. Brigadão gente!

Então vamos lá:

Nome: Natalia Xavier
Uma música: Hoje é esta: Just Like Heaven – The Cure
Humor: Ironica, as vezes
Cor: Todas. Sou uma designer =)
Estação: Primavera
Como prefere viajar: De qualquer forma, desde que haja a câmera fotográfica
Um seriado: The Big Bang Theory
Uma frase dita por você: “O tempo dá a resposta ou faz a pergunta perder a importância”
O que achou do selo: Uma lembrança muito legal que rola na blogosfera =)

Indico para 3 blogs:

Thais do À La Vonté

Bill Falcão (nosso colaborador do blog) que também é do Jornal da Lua

Vinícius do Sob a Minha Lente

Top 10 Tragédia

Saudações!

Ainda com nosso especial Dia dos Namorados, o segundo e último post a respeito.

Desta vez, apresentamos aqui um Top10 Tragédia, ranking com os 10 romances mais trágicos.

Quando digo tragédia, não necessariamente me refiro que alguém se lasca no final. Então, não se preocupem de encontrar Spoilers. Há alguns que contém Spoilers na descrição do ranking, mas em cada tópico que houver, terá uma indicação de aviso =).

Este top, é direcionado para os filmes onde nem sempre os casais vivem juntos, ou até vivem, mas possuem uma trama conturbada. E apesar disso tudo, não faz o filme ser ruim, pois ele transmite a essência da idéia e mensagem que quer passar, sendo por vezes bonito e (quem sabe) muito triste.

Então vamos lá…

10º – Amor nos tempos da Cólera – (2007) – Dir.  Mike Newell


“Fermina I have waited for this opportunity for 51 years, nine months and four days. That is… how long I have loved you from the first moment I cast eyes on you un… until now.”

 

Florentino Ariza se apaixona pela doce Fermina Urbino no momento em que ele a viu. Entretanto, como o amor entre ambos era proibido devido a diferença de classe de cada um, Fermina se casa com o médico Juvenal, e assim vai vivendo seus dias, constituindo família.

Florentino então espera a morte do marido de Fermina para que ele possa finalmente ter seu amor retribuido. Enquanto isso, vai fornicando com todas as mulheres da cidade, do país, e os anos vão se passando.
51 anos depois, nem mal o cadáver do marido de Fermina esfriou (esperou tanto tempo, um semaninha a mais seria demais?), Florentino já vai lá pedir seu amor finalmente.

É uma história linda, de fato, derivada do livro de Gabriel Garcia Marquez. Tem um final bonito e até feliz se for analisar. O trágico da história toda (trágico e belo) foi o moço esperar todo esse tempo pela mulher.

O filme é bem feito, e ainda tem Fernanda Montenegro no elenco, fazendo o papel da mãe de Florentino.

 

09º – Romeu e Julieta – (1996) – Dir.  Baz Luhrmann

“Death, that hath sucked the honey of thy breath, hath had no power yet upon thy beauty.”

 

Bom, eu posso ser sucinta pra falar deste filme né, considerando que praticamente todo mundo conhece a história e o porque da tragédia.

Mas, vamos considerar o lado “feliz” da história, justificando o porque que este filme aparece em 9º. Os dois morrem juntos. Os dois se matam. Apesar de garantirem amor eterno no inferno…

Eu coloquei esta versão, porque nela você pode ver o Michael de Lost (Walllllttt!!!) totalmente em visu travesti, além do que é uma versão bem bacana também.

08º – Moulin Rouge – (2001) – Dir.  Baz Luhrmann


“The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return. “

 

E ora, vejam só: mesmo diretor de Romeu e Julieta.

Moulin Rouge é um dos meus filmes preferidos. Tem um quê de musical bem dosado, com musicas contemporaneas (aquela cena do telhado com “Heroes” é maravilhosa).

Toda a fotografia do filme, os tons escarlates, a altissima saturação que esbanja volúpia, glamour, e mescla a tristeza e enfermidade de Satine no fim, dando um contraste lindo da inconstância da vida.

A história me faz lembrar um pouco o livro A Dama das Camélias, com aquela história de mentir pelo bem do amado, e resultar em rancor e angústia.

 

07º – O Morro dos Ventos Uivantes – (1992) – Dir.  Peter Kosminsky

“Be with me always, take any form, drive me mad, only do not leave me in this abyss, where I cannot find you!… I cannot live without my life. I cannot live without my soul.”

 

É mais do que um dos meus filmes preferidos. É meu romance preferido. Trágico, devastador, cheio de mágoa e raiva por amor em demasia. Há quem fale que é uma história sobre ódio e não amor. Quem afirma isso, não viu o final, de certo. Não viu o significado por trás da história.

Catherine Earnshaw em seu auge de egocentrismo e futilidade, escolhe viver uma vida melhor com o almofadinha Linton, ao mesmo tempo que queria ter Heathcliff para sempre em seu calcanhar. Tempos depois, quando a vida se torna uma plataforma incapaz de uni-los novamente, ela se dá conta, assim como Heathcliff, em sua cegueira de vingança lamenta o passado, e alimenta a raiva de todo e qualquer coadjuvante dela.

Deixando de lado toda as especulações sentimentalistas deste romance genial, é trágico porque em vida, houve várias pisadas de bola da parte de ambos (Isto explica também a 7º posição), e toda a história é marcada pelos atos de vingança de Heathcliff (interpretado por Ralph Fiennes com aquele rabo de cavalo com fita de cetim preta *-*).

 

06º – O Leitor – (2008) – Dir.  Stephen Daldry

“It doesn’t matter what I feel. It doesn’t matter what I think. The dead are still dead.”

 

Hanna é uma figura esquisita. Não sabe ler e escrever, e sente vergonha disto. Ela conhece Michael, que até então era só um garoto que fica doente e é acolhido por ela. Desde então, eles passam um tempo juntos, tendo bons momentos. Michael tinha o hábito de trazer um livro para Hanna e ela pedia sutilmente para que ele lesse para ela.

E de repente, Hanna some do mapa. Michael sofre, choraminga, come o pão que o diabo amassou. Mas no fim, se casa com outra, e anos depois ele reencontra Hanna numa situação delicada…

É trágico, porque Hanna não admitiu suas fraquezas, se ferrou com isso, e ainda por cima, o final é marcado de pura mágoa, pena, e tristeza.

Sem mais.

05º – Doce Novembro – (2001) – Dir.  Pat O’Connor

“November is all I know, and all I ever wanna know.”

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Afinal, como explicar a posição do filme, se a tragédia fica no final?

E é assim. Sara vai morrer. Dai ela passa um “doce Novembro” ao lado de Nelson, numa intesidade romântica, linda e etc. E pronto, acaba o prazo e ela tem que morrer, dai o cara fica sozinho como antes, desta vez com o coração partido. ???!!??

 

04º – O Fantasma da Ópera – (2004) – Dir.  Joel Schumacher

♫ “Say you’ll share with me one love, one lifetime. Lead me, save me from my solitude.”♪

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Você assiste o filme, e aparentemente pode não achar que merece o quarto lugar de top tragédia. Mas eu vou considerar alguns fundamentos conceituais da história.

Primeiro: Christine não amava o fantasma.

Segundo: O fantasma era um coitado solitário que obtinha respeito das pessoas somente pelo medo que causava a elas.

Terceiro: O fantasma sabia disso tudo, e abre mão de seu egocentrismo (aprenda isso, Catherine Earnshaw!), e preferindo antes de tudo a felicidade de Christine, deixa ela partir com Raoul, mesmo tendo aprisionado o cara momentos antes.

Um clássico com a belíssima atuação de Gerard Butler (ainda queria saber se é ele mesmo que canta, porque puta merda, que voz impressionante) trazendo no filme toda a beleza do musical de Andrew Lloyd Webber. Eu tive que comprar o cd da trilha sonora, porque até mesmo só ouvindo as músicas sem mesmo considerar a letras, você percebe a paixão, raiva, enfim, o sentimento de cada parte, expostas de forma divina na melodia.

03º – Cidade dos Anjos – (1998) – Dir.  Brad Silberling

“I’m not afraid. When they ask me what I liked the best, I’ll tell them, it was you. “

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Sei que todo mundo parece amar esse filme, mas eu acho chato. Na primeira vez até gostei, mas não tive mais paciencia de ver numa segunda.
E, assim como todos os filmes que não sou muito fã, vou resumir a justificativa da posição no ranking, daquele jeitinho desdenhoso mágico…

Funciona assim: O cara é um fantasminha camarada. E se apaixona por uma médica, que está viva em carne e osso, a Maggie. Aí passa todo aquele romance intangível dos dois, e daí ele abre mão da eternidade para ficar com ela. Se espatifa todo no chão, vai todo detonado atrás dela (que tinha ido embora da cidade), toca aquela música bonitinha do Goo Goo Dolls, eles se amam carnal e intensamente, e no dia seguinte ela vai comprar pêras, fecha os olhos andando de bike pra curtir a natureza e dá de cara com um caminhão. Daí ela morre.

Sim, é uma história bonita mesmo, eu também acho… Mas é bem trágica não?

 

02º – Em algum lugar do passado – (1980) – Dir.  Jeannot Szwarc


“There is so much to say. I cannot find the words. Except for these: I love you”. Such would I say to him if he were really here. “

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

O filme é derivado de um livro de Richard Matheson do qual conta sobre um cara – Richard Collier (interpretado pelo superhomem Christopher Reeve) que descobre que está doente, e ao fazer uma viagem, ele encontra um quadro de uma mulher no hotel em que está hospedado.

Daí ele descobre que está apaixonado por ela e que já esteve com ela em “algum lugar do passado”. Nisso ele faz uma imersão no tempo em seu quarto (compra roupas antigas, e tudo que faça o psicológico dele acreditar que está no passado) e acaba “voltando” e encontrando Elise McKenna por quem está apaixonado.

É trágico porque no auge de seu romance com a moça, ele enfia a mão no bolso e encontra uma moeda atual! Isso faz com quem a mente dele se dê conta da realidade e ele volta pro presente. Que zica dos infernos hein?

01º – P.S. Eu te amo – (2007) – Dir.  Richard LaGravenese

“Don’t be afraid to fall in love again. Watch out for that signal, when life as you know it ends. P.S. I will always love you “

 

Contar o começo é spoiler? Não né? Ok, então isto que vou lhe contar NÃO é um spoiler, tem até nas sinopses… O mocinho morre no começo. Sim, bem pra quebrar regras. Genial? Super! e Super
infeliz também.

Gerry (Gerard Butler de novo) e Holly (Hilary Swank) se amavam, mas brigavam muito. Logo no começo, você vê ela lá, lamentando no velório, e demora pra cair a ficha do que tá acontecendo…A princípio você pensa que é o futuro e dai ela vai contar a história dos dois. Mas, não… É o presente mesmo.

E o filme todo passa com a Holly recebendo misteriosamente as cartas de Gerry, sabe-se-lá por quem (talvez do próprio Gerry?). Sinceramente, o cara pode amar ela, mas mandar carta depois da morte dizendo coisas que poderia ter dito em vida, só fez piorar a resiliência da coitada.

E porque do numero 1 em tragédia? Porque é vazio. Um filme sem expectativas. A morte lhe tomando o que você ama, e não é ficção, ele não vai voltar… nunca mais… o.O

(silêncio mortal….)