Top 10 – “Fucks” ditos no cinema

Aviso aos navegantes: Post com palavrão, repetido diversas vezes até você se cansar… Mas, como vocês são espertinhos, vocês já notaram pelo título do post, certo?

O Mewlists fez há algum tempo um compilado com os 100 melhores “fucks” ditos em filmes. Desde um Fuck you, ao Motherfucker, passando pelo Oh Fuck! Cada um, claro, com algum sentido específico…

Aí, o que fiz foi juntar 10 dos fucks mais legais ditos nos filmes, considerando que alguns (poucos) da lista, não constam no vídeo, mas acabei lembrando. Uma coisa é fato: os dois grandes diretores que adoram um “fuck” em seus filmes são Scorsese e Tarantino. Na maioria de seus filmes, o “fuck” aparece quase que em 70% do tempo. Com exceção de Tarantino, do qual concedo agora o troféu “Fuck Yourself”, os do Scorsese são aqueles sobre gangsters, picaretagens e afins. Mesmo com a lista que cito abaixo, é legal dar uma olhadinha no vídeo (coloquei no final do post). Garanto que você fica com a palavra o resto do dia. Dá até vontade de falar bem alto, aliás…

Então vamos lá:

10 – Colin Firth em O Discurso do Rei

Convenhamos: melhor “Fuck” gaguejado do cinema! Ele gosta tanto da palavra que começa a falar freneticamente por várias vezes. Apesar disso, ainda continuo gostando mais do: F- F- fff- fornication…

09 – Tim Roth em Cães de Aluguel

Apenas um adendo: neste filme a palavra Fuck foi citada cerca de 269 vezes. Isso, distribuído por todos os personagens do Arco-Íris que Tarantino criou. Mr. Orange (Tim Roth) por sua vez, fala pouquíssimas vezes, e uma delas é na cena em que ele é baleado e agoniza dentro do carro. É um Fuck tão fraquinho mas que representa muito. Algo do tipo como: “F…, vou morrer”, quase soando como uma lamúria conformada…

08 – Steve Carell em O Virgem de 40 anos

Óbvio que se você, caro leitor, tiver tanta pelugem TonyRamística, quanto Steve Carell tem em seu peitoral e fosse submetido por uma depilação a cera, se comportaria da mesma forma. A real é que tem que ser uma pessoa de muita coragem para fazer uma depilação, e é nessas horas que a gente percebe que mulher não é fraca não. Segundo a Adelaide – minha depiladora, e se quiserem eu passo o telefone – as pessoas mordem rolha de vinho, a própria mão, por vezes xinga ela, começa a chorar ou desmaia. Talvez um grande e ululante FUCK seja a solução para aliviar tanta dor.

07 – Drew Barrymore em Donnie Darko

Após tomar um chega pra lá injusto do diretor da escola, a professora Karen solta um grito que chega até a desafinar resultando num falsete esganiçado. Na realidade, acho que a reação não é compatível com o motivo daquele xilique, entretanto é tão espontâneo, que somos incapazes de ignorar…

06 – Steve Buscemi em Fargo

Considero como um dos atores que mais fala a tal palavra em todos seus filmes. Em Cães de Aluguel ele contribui com pelo menos 1/3 dos fucks. Em Fargo, ele também faz o papel do lado marginal da força, mas o que Buscemi mais tem de legal para atingir tal posição no ranking é sem dúvida sua vozinha oitavada. Quanto mais xinga, mais engraçado é.

05 – Uma Thurman em Kill Bill Vol.II

O “Fuck” mais gostoso de ouvir. Reparem na foto seu extenso “fffffff…” que chega a salivar, tamanha indignação. Afinal, não é pra menos, tendo acabado de tomar um tiro repentino de Bill, justamente o cara que ela desejou (e passou os dois filmes para isso) se vingar. A voz também, sai quase sem força num falsete esganiçado porém com poucos decibéis…

04 – Robert de Niro em Os Bons Companheiros


Bem verdade que em Máfia no Divã, ele faz uma cena com “fucks” muito legais. Mas, como não inserir Os Bons Companheiros, Aka Goodfellas na lista? Em quantidade de “fucks” dito nos filmes, ele é o atual vencedor, com mais de 300 vezes citado. E quem é o responsável por tudo isso? Martin Scorsese e o roteirista Nicholas Pileggi, que sabe que um bom filme de Gangsters tem que ter Fuck no meio.

03 – Al Pacino em Scarface

Tenho medo de Pacino, confesso. Primeiro porque ele é um Corleone. E seus papéis – assim como sua atuação – é tão fodástica que as vezes o considero como o próximo Chuck Norris. Há uma cena de Scarface que ele fala repetidamente um “fuck” tão energético, daqueles de salivar. Mas, não como Thurman. É o lado Fuck de raiva e não o lado “fuck” de estar F***dido, entende?

02 – Dennis Hopper em Veludo Azul

Taí um grande homem. Ou melhor dizendo, “estava”. Hopper pra mim foi uma das raridades do cinema, e em Veludo Azul ele dá força a Frank, um psicopata perturbado e insano, do jeito que David Lynch gosta. A palavra é citada por Hopper diversas vezes. Mas o “let’s fuck” gritado por ele, de mãos abertas ganha destaque no filme, quando tudo que você conclui após ele dizer “Vamos f* com tudo que se move” é: Que cara bizarro é esse?!

01 – Joe Pesci em Cassino

Pesci com certeza ganha de Buscemi no agudo da voz e na quantidade de “fucks”. Também é responsável por grande parte da palavra dita em Os Bons Companheiros, e em Cassino ele também não deixa faltar. O mais legal é ele formular uma frase tendo a palavra em cada intervalo. Quase não respira, nervoso, pulando irritado. Uma figura.

Os Bons Companheiros (1990)

“For a second I thought I was dead. But, when I heard all the noise, I knew they were cops. Only cops talk that way. If they’d been wiseguys, I wouldn’t have heard a thing. I would’ve been dead.”

Ok, quando se fala em filmes gangster, é creditado todos os méritos de um filme para a trilogia de O Poderoso Chefão. Mas, não vamos negar a magnitude desta obra de Scorsese que trata do tema com uma sofisticação misturada com uma realidade transparente que salta a tela, com toques de originalidade. Para isso, não basta um bom roteiro, sustentado por uma história real. É preciso figuras competentes para representar um gangster com todas as letras, e aqui também os temos: Ray Liotta, fazendo Henry Hill que narra com elegância como foi se tornar um gangster desde sua infância. Robert De Niro, interpretando Jimmy, mais um dos braços direito que com o olhar já é capaz de “mandar matar” e o nanico Joe Pesci (ainda com cabelo!) que com sua voz esganiçada interpreta Tommy, um gangster com sangue italiano e não hesita em tacar o terror por motivos banais.

A câmera de Scorsese se mostra ousada. Seja na violência explícita – ao mesmo tempo que refinada por vezes, ou na apresentação dos personagens como se a câmera fosse o olhar do espectador. Os diálogos são bem trabalhados, assim como as gargalhadas escrachadas dos personagens, entre uísques e fumaças de cigarro.

Filme longo – típico do gênero, eu diria, mas que não chega a cansar, se é que o assunto lhe interesse. Hill narra seus 30 anos vivendo como um gangster, praticamente contando sua vida inteira e seus relacionamentos com mulher e amante, e a trilha sonora acompanha a linha do tempo de cada década. Um detalhe até que óbvio, mas muito importante de se destacar. É difícil designar um grande destaque para o elenco, mas sem dúvida, seja pelo personagem como pelo grau convincente de interpretação, Pesci dá um show na tela. Não é a toa que ganhou o Oscar como melhor ator coadjuvante.

E como toda esposa de gangster que se preza, temos a histérica Karem Hill (Lorraine Bracco) esposa de Henry que desde o começo se encanta com ele, e por toda a tragetória de desgraças e felicidades, é a companheira (mesmo que histérica) que faz tudo para proteger o marido. Bracco tem uma papel forte que consegue sustentar do começo ao fim. Acredito que esta deve ser mais uma característica do estilo – um elenco forte que não dá margem a descontentamentos.

Já considerado um dos clássicos de Scorsese, Os Bons Companheiros é a tragetória real da vida de Henry Hill, desde como ele entra e como ele (dificilmente) acaba saindo deste universo.