The Runaways – Garotas do Rock (2010)

“Well, if you win, you beat up a girl. If you lose, you got up by two.”

Joan Jett disse ter pensado que era sua voz cantando no filme e não a de Kristen Stewart, de tão igual que ficou! Uau Joan, chama ela então pra tocar contigo e parar de fazer filme? Grata.

Bem amigos do La Matinée!, este é mais um filme daqueles biográficos que conta a história de um ícone do rock (só que ao contrário), de como formou-se uma banda, conseguiram gravadora, passaram perrengues com o produtor, obteram uma carreira longa (da vida e da cocaína), e como foi a conclusão de tudo. Em The Runaways – Garotas do Rock, não é muito diferente, exceto por dois aspectos: 1 – são meninas na história, afinal conta sobre a primeira banda que Joan Jett teve antes de formar o Joan Jett and the Blackhearts. 2 – É ruim, mal feito, clichê até os ossos e quando começa a ficar legal, acaba.

Sandy West já fazendo a moda do bolso do shorts pra fora, desde o início.

Tudo começa com a Joan Jett (Kristen Stewart, que esteticamente combinou muito bem com o papel) que num rock bar encontra o produtor Kim Fowley (Michael Shannon) e diz que quer formar uma banda. Aí ele chama uma baterista para Joan, e está começando a se formar uma banda. Daí pra cena em que um bando de garotas ensaiam num thriller, eu tive a sensação de estar vendo um daqueles filmes do SBT do qual é feito um corte violento. Afinal, da onde saiu tanta menina assim pra banda que a diretora não quis se dar ao trabalho de mostrar?

O foco principal parece estar na Cherrie Curie (Dakota Fanning), a última a entrar na banda, vocalista que muda seu estilo e modo de vida por conta de ser uma rock star. Tem problemas com drogas e álcool, o que prejudica a banda por um tempo e graças a ela, dá o tempero ao filme. Mesmo que esse tempero você já esteja enjoado de ver em filmes assim…

A fotografia do filme é boa somente em algumas cenas e a trilha é ruim, mais isso vai depender do gosto de cada um. Eu particularmente acho que Joan só se torna “Joan” quando se livra do Runaways. Mas, este não é um blog sobre música =)

Se há algo bom pra se destacar é a atuação da Dakota Fanning, que dá um show e fica a frente da suposta protagonista. Bem verdade, que tudo leva a crer que o foco era para Cherrie mesmo, visto que ela causou muito mais do que Joan. Já Kristen Stewart não está tão mal assim, ela pelo menos tem uma postura que combina com o personagem, mesmo que por vezes ela destruia tudo com sua capacidade de não ter expressões.

A primeira banda de rock formada só por mulheres, inspiradas em bandas como Suzi Quatro, que sofreram bulliyng masculino. Mas, Floria Sigismondi,que praticamente dirige seu primeiro longa, já que é mais experiente com video clipes,  não soube aproveitar bem este pouco álibi que tinha.

A Saga Crepúsculo: Eclipse (2010)

“Bella, would you please stop trying to take your clothes off?”

O que deve se considerar em um filme que foi adaptado de um livro? Damos uma nota boa ou ruim baseado somente no grau de fidelidade da obra literária, e nas aplicações técnicas cinematográficas? Quando dizemos que a história é uma porcaria ou não, não estaríamos criticando tão somente o livro e a história em si, fugindo assim do objetivo de opinar sobre o filme? Questões como essas me deixaram meio pensativa em falar sobre ‘Eclipse’. Afinal, eu adoro falar de filmes oriundos de livros, mas no caso da saga de Crepúsculo tudo parece muito mais polêmico.

Fato é que se não fosse uma febre adolescente que irrita muitas pessoas, seria possível assistir toda a saga sem nenhum preconceito. E concluir somente que é um filminho fraco, num livro gostoso de ler, mas igualmente fraco, e pronto… ficaria por isso mesmo. Contudo, você ouve certos extremismos de AMO e ODEIO, porque com todo esse mainstream ao redor da saga, não existe meio termo… Bom, existe eu…

Mas, vamos nos focar em Eclipse e somente nele:

David Slade, você é um gênio. Porque conseguiu criar o melhor filme da saga até então, porque fez uma das melhores adaptações que já vi a partir de um livro, expondo praticamente todo o conteúdo do livro (até as narrativas) de um jeito exemplar. Você é um gênio porque soube usar as variáveis que tinha a seu alcance (e milagre com a história, convenhamos, não dá pra fazer…).

Então, esclarecemos aqui que não são os três atores que são uns fiascos… São os próprios personagens que Meyer criou… Bella é uma meretriz chata que não se satisfaz com nada, Jacob é aquele panaca mesmo, e Edward só tem aquela cara de infeliz sofredor. Bom, ouso dizer que Kristen Stweart é perfeita pro papel, porque a própria atriz é uma mal comida chatonilda…

A trilha sonora, bem como a fotografia num ar gélido durante a maior parte do filme, foi muito bem feita, de fato. Para apreciadores de cinema, Eclipse tem recursos admiráveis. Falar da história, ou do roteiro é talvez falho, considerando que vamos nos adentrar no livro em si. Pois Eclipse (o filme) é e transmite exatamente igual o que o livro exprime. Apesar de ter visto em alguns lugares que o filme não transmite os mesmos sentimentos que o livro, isto não é erro do diretor ou de ninguém, a culpa é de quem não consegue perceber que nossa percepção varia conforme as plataformas midiáticas. Por essas razões, dei a nota que dei: o filme é bom sim, mas como tudo depende da história, é passível de gerar diversos gostos.

Agora, considerando estes aspectos, existe uma coisa muito tosca no filme que David Slade não se esforçou: As cenas de suspense (absolutamente todas) são demasiadamente ridículas. Sim, ridículas. Bem como as cenas de violência onde não exprime violência (imaginei Tarantino dirigindo Eclipse, já imaginou que curioso?), dos quais os vampiros são de vidros e se quebram quando um mata o outro. Não rola nenhum sanguinho (me fez lembrar de “True Blood” e suspirar).

Em especial, a cena onde o recém-criado dá um apavoro em Charlie dormindo… É ridículo porque a música que toca no fundo é muito forçada, numa nota aguda estridente em ascensão quando você sabe que o final dela (clichê de muitos filmes) é que nada vai acontecer na cena. Só que no caso de Eclipse, desde que a nota começa a soar, você já sabe que não vai rolar nada… Meio depressivo não?

Em resumo galera, vá ao cinema assistir Eclipse, ainda mais agora que só as pessoas mais velhas sem histerismos estão indo. É um bom entretenimento, e em alguns casos, você vai rir muito como na cena do quarto de Edward (em que Bella e ele fica numa frescurite de sexo sem ter) com algumas pessoas da sala de cinema murmurando um “boiola”.

Não vá achando que você ficará extasiado com a história caso você ainda não conheça. Pois nisso o livro consegue um pouquinho melhor.

MTV Movie Awards 2010

Bom, eu me pergunto porque falar sobre essa comemoração tosca por aqui. E, hey já tenho a resposta: Pra criticar, claro! =D

E advinha quem foi o grande vencedor de melhor filme? Claro: New Moon – o segundo filme da saga Twilight.

Dada as outras opções, eu achei válido a premiação, embora eu votava e acreditava fervorosamente que Potter ia levar a melhor.  Entretanto, considerando a premiação totalmente voltada para o público adolescente, não é surpresa Lua Nova ter ganhado. Até porque, realmente o filme é muito bem feito… Antes ele do que Avatar, hehehehe.

Gosto da fotografia, não só de New Moon, mas como de Crepúsculo e acredito que Eclipse será bom neste sentido, pelo o que já pude conferir nos trailers. Os tons amarelados deste segundo filme, é muito significante, considerando que há mais do calor do Jacob, do que a frieza do Cullen (Eclipse por exemplo, tem um poster num tom azulado).

Além de melhor filme, a chatonilda da Kristen Stewart levou o prêmio de melhor atriz (que aí tenho que discordar, afinal a Sra Bullock também concorria o prêmio). Pattinson recebeu o de melhor ator e de Superastro (Tietagens a parte, mas eu gostei – Depp merece prêmios melhores do que a Mtv pode dar), e ainda o melhor beijo. Aliás, rolou até uma bitoca extra entre a Kristen e o Pattinson durante a premiação. Até onde lembro os dois não estão mais juntos, mas porque não satisfazer o gosto da puberdade midiática não?

No fim, Potter só levou o prêmio de Melhor Vilão, representado por Tom Felton, o Draco Malfoy… Eu teria concordado, se não fosse o fato de que ela, a Mega Foda Best Of The World, Helena Bonham-Carter, não estivesse concorrendo o mesmo prêmio também… Quer melhor vilã que ela? (Até no próprio Harry Potter e o Enigma do Príncipe ela ganha, com o papel da bruxa Lestrange).

Pra finalizar, Bullock recebeu uma homenagem e o prêmio Mtv Generation com direito a um beijo na Scarlet Johansson.  Além da Meryl Streep, em premiações passadas, só tá faltando a atriz beijar a Susan Sarandon o.O

Confiram todas as premiações pelo link do Cineclick.