♫ U2 – The Hands That Built America

Pra começar o ano bem, tem trilha da semana e Selo especial que o blog ganhou! Viva!

Do filme Gangues de Nova York, dirigido por ninguém menos que Martin Scorcese, a música The Hands That Built America foi criada para o filme, em 2002. O filme conta com Leonardo DiCaprio no elenco, num “começo de namoro” (digamos assim) com o diretor… E que deu super certo né? Daniel Day-Lewis e Cameron Diaz também fazem parte deste filme que conta a história que se passa no século XIX com o jovem Amsterdam tentando se vingar do assassino de seu pai.

Já a música do U2, composta por David Evans (para os “íntimos” The Edge) e Paul Hewson (para os “íntimos” Bono Vox, ou ainda somente Bono) é uma bela canção que entrou no álbum Best of 1990-2000, e ainda conta com um Bono lamuriando e até soltando um agudo a la ópera, referência forte de seu falecido pai.

A realidade gente, é que além da música (e do filme) ser muito boa, eu decidi esta trilha da semana em comemoração pessoal, por ter conseguido finalmente comprar os ingressos pro show do U2 em abril de 2011. Já vi eles em 2006, após longos 8 anos de espera. E agora eles estão de volta. Tipo, “problema meu” eu sei, foi só uma descontração! hehehehehe

♫ I took your kiss on the spray
of the new land star.
You gotta live in your dreams,
don’t make them so hard ♪

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.


E agora, vamos a segunda parte do post!

Ganhamos do digníssimo Luís Galvão do Galvanismo E Arte Fluida o Prêmio Dardos, que com certeza é uma honra para o Le Matinée! e estimula mais ainda a paixão pela blogosfera cinéfila:

“Com o Prêmio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro mostra cada dia em seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc…, que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras.”

As regras são:

  • Exibir a imagem do selo no seu blog;
  • Linkar o blog pelo qual recebeu a indicação;
  • Escolher outros blogs para receber o selo;
  • Avisar os escolhidos

Sendo assim, repasso este selo para:

Manu, do Cinema Pela Arte

Wally, do Pássaros Mortos.

Anúncios

Ilha do Medo (2010)

“Which would be worse, to live as a monster, or to die as a good man?”

Baseado no livro Paciente 67, de Dennis Lehane e dirigido pelo digno Martin Scorsese a Ilha do Medo tem pitadinhas atrativas para um filme bom de suspense: O clima psicótico por conta do local da trama – uma ilha que abriga uma grande Clínica para doentes mentais, a maioria que já cometeu crimes hediondos – e claro, uma névoa de filme noir, do qual puxa referências fortes de diversos filmes de baixo custo feitos antigamente.

Seu roteiro também soa interessante: A história se passa em 1954. Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e um outro agente, Chuck Aule (Mark Ruffalo) chega em Shutter Island, uma ilha cuja balsa passa somente uma vez por dia e que abriga um Sanatório, para investigar o sumiço de uma paciente, além de Teddy manter segundas intenções na investigação por questões particulares que ainda assombravam suas memórias, num trauma e conflito psicológico constante. Perdeu sua esposa num incêndio, e tinha visões ou pesadelos não só com ela, mas com uma menininha que afirmava que ele podia ter salvo sua vida. Duvidando de tudo e de todos, especialmente do médico psiquiatra que cuida do local, Dr.Cawley (Ben Kingsley), Teddy passa a desconfiar que as pessoas da Ilha trouxeram ele de propósito para lá, no intuito de fazer experimentos piscológicos nele. Desconfia até mesmo de seu parceiro Chuck, que conhecera no dia em que chegou a Ilha.

O tema soa atrativo, creio que para a maioria das pessoas que até mesmo por conta do título nacional, faz-se pensar ser um filme de terror e suspense que bota muito medo e tensão. Bom, tensão até sim, medo, nenhum… O filme não tem pitadas de terror e sim de um suspense com toques mais elegantes em pitadas certas de sustos ou apreensão. Seu enredo, apesar de ser para muitos já previsível o que leva a depreciar a qualidade do longa, é também bem desenvolvido, capaz de te envolver em todas as cenas.

Entretanto, apesar de uma linguagem visual muito boa, e das belíssimas atuações dos 3 personagens – Kinglsey, Ruffalo e DiCaprio – existem certos furos na história (coisas que não teria como citá-los agora sem acabar revelando spoilers) como memórias redundantes e excessivas de Teddy Daniels relembrando os traumas da Guerra, que aparentemente não possui relação tão direta com o foco de seu problema e não agrega muito para o filme se não a questão das próprias referências visuais de Scorsese e claro, talvez o significado de enfiar lembranças de uma menininha que passa a fazer sentido somente com os esclarecimentos finais.

Contudo, de forma alguma Ilha do Medo é um filme dispensável. Afinal, um filme de Scorsese nunca é dispensável. Vale muito a pena ver, porque ele tem boas pitadas que te levam a se surpreender e tentar repassá-lo em sua cabeça, a fim de tentar compreender cada ponto deste delírio. Aliás, filmes que abordam este tema, tem chances de soar interessante… E Leonardo DiCaprio está realmente excelente em seu papel e chego a me perguntar porque raios (se não pelos $$ ) ele inventou participar de um filme como Titanic, se ele é tão bom em filmes como Os Infiltrados (também de Scorsese),  A Origem etc… Mããsss enfim… foi um leve desabafo…