Sete dias com Marilyn (2011)

“Little girls should be told how pretty they are. They should grow up knowing how much their mother loves them.”

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marilyn1Galerinha linda! Quanto tempo, hein? Bom, como vocês devem ter notado, o blog tá com uma faceta levemente mudada! Acontece que vamos publicar outros tipos de conteúdo e não somente sobre cinema mais. Não se assustem! Meu blog de pornografia e tutoriais de maquiagem em cadáveres é outro! Aqui vou publicar algumas coiseras que gosto do universo retro e vintage. Lugares legais pra ir, músicas fodásticas para escutar, coisas legais dos anos 50 uma época da hora que se eu fosse Marty McFly não iria para nenhuma data diferente… Espero que gostem e não me abandonem <3 Pra não chocar muito resolvi já por o pézinho no retro mas ainda falar de filme! hahahahaha Então to inaugurando essa versão 2.0 do La Matinée! com esse filme =) Vamos lá!

Sei que é meio tenso já chegar criticando, mas achei o filme tãooo fraquinho =/ E Michelle Williams como Marilyn… bem, parece que ela deu o seu melhor, mas ainda não me convenceu. Consigo pensar em 200 outras atrizes para o papel (principalmente Scarlett Johansson). Por outro lado, Williams conseguiu interpretar bem aquela coisa de Marilyn confusa vulnerável com medo, e outros momentos a carente, sedutora e divertida.

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Mas, a história parece meio arrastada. Em torno da fase em que gravava um filme atuando com Laurence Olivier (Kenneth Branagh) e acaba conhecendo seu 3 assistente, Colin (Eddie Redmayne). O moço acaba se encantando com Marilyn e todos parecem avisar que ele terá o coração partido. Não é bem um romance e não chega a ser um drama. Fica meio indefinido.

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Para consolo, tem a bela fotografia, o figurino daquela época, e claro, a trilha sonora. Michelle Williams apesar dos pesares tem carisma também…e se pudermos destacar outro ponto positivo é que o filme é curto…

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A Malvada (1950)

“Nice speech, Eve. But I wouldn’t worry too much about your heart. You can always put that award where your heart ought to be.”

De diálogos afiados, a grande maioria pela fantástica Bette Davis que o que falta de beleza em seu rosto, sobra de talento em todos os papéis que faz. Aqui, ela é Margo Channing, uma grande atriz do teatro, arrogante e cheia de deboches. Mantém um relacionamento com Bill, diretor da maioria de suas peças (Gary Merrill), e também amiga do roteirista com sua mulher Lloyd e Karen (Hugh Marlowe e Celeste Holm).

Mas, não é assim que começa a história…

Há um diálogo bem construído logo no início com a voz de DeWitt (crítico teatral, interpretado por George Sanders), intercalando por vezes com comentários de Karen, sobre uma grande premiação que estava a acontecer naquela noite. O prêmio de melhor Revelação então é anunciado para Eve Harrington (Anne Baxter). A câmera então congela nesta cena para podermos voltar ao passado e sabermos Tudo sobre Eve (exatamente o título original do filme). Eve, uma personagem criada cuidadosamente, cujo até mesmo o nome não foi colocado em vão. Eve, é a biscate da vez, e sim, pronto falei. Aquela que passamos o filme todo desejando alguém puxar os cabelos dela até ficar igual a cabeça do Cebolinha. Engraçado que quando temos Bette Davis no papel, soa tão contraditório termos um personagem mais cruel do que Bette pode ser. Mas, convenhamos… se fosse Bette a ovelha negra da história, ela daria um jeito de nos cativar. Se tem atriz mais bruaca e apaixonante ao mesmo tempo em seus papéis, essa foi Davis.

Mas, voltemos ao foco, até porque Anne Baxter não falha em sua atuação. Eve entra em cena no flashback como uma maltrapilha (como polidamente descreve Margo logo em sua primeira cena) que na maior humildade, passa a ficar sempre do lado de fora dos teatros, idolatrando Margo como uma admirável mulher e atriz. Logo, Karen se comove com a garota e convida esta a realizar seu “sonho” de conhecer Margo. Não demora muito para Eve ser uma espécie de faz de tudo para Margo e desta forma conquistando posições mais relevantes no mundo das celebridades.

O interessante aqui é que o diretor Joseph L. Mankiewicz não se preocupou em nenhum momento em mostrar alguma das duas mulheres atuando no teatro. A mensagem é mostrar como o foco de celebridades pode ser tão volúvel, o que uma mulher pode fazer para conseguir o que deseja, e outros detalhes metafóricos como interpretações, máscaras, farsas e subornos. Todos personagens possuem uma qualidade peculiar, e Addison DeWitt o crítico teatral que parece não ter destaque em boa parte do filme, é responsável por um diálogo avassalador contra Eve, num drama e terror psicológico para a garota. Ele foi o vencedor da noite do Oscar em que ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel. E não vamos esquecer jamais, que aqui temos um dos primeiros papéis de destaque para a belíssima Marilyn Monroe fazendo o papel de Miss Casswell, mais uma das atrizes que se vende aos grandes dramaturgos para ter fama e sucesso. Sua voz doce e seu olhar chama atenção mesmo nos pequenos takes que participa.

Bette Davis acaba saindo de foco nos últimos minutos do filme, mas todas suas falas foram bem construídas, deixando uma personagem homogênea com alfinetadas que atraem mais o espectador a medida que Eve vai mostrando sua faceta de malvada. Sem dúvida o filme não seria o mesmo se até Claudette Colbert atuasse no lugar de Davis, como foi cogitado na época das filmagens. Indicado a 14 Oscar, maior número de indicações junto com a novelinha de James Cameron anos mais tarde – e vencedor de Melhor Filme – A Malvada é um teatro a parte.