Hemingway & Gellhorn (2012)

“I do not see myself as a footnote to someone else’s life.”

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hg1Um telefilme produzido pela HBO e dirigido por Philip Kaufman (Contos Proibidos do Marquês de Sade,  A Insustentável Leveza do Ser) que apesar de trazer uma dupla forte de protagonistas – Nicole Kidman sendo a jornalista e correspondente de guerra Martha Gellhorn e Clive Owen sendo o escritor norte-americano Ernest Hemingway – não se sustenta muito bem, e explora pouco alguns fatores da história, que poderiam trazer um roteiro mais forte.

Mas, considerando os pontos positivos, podemos destacar a química forte de Kidman com Owen. O filme tem algumas cenas mais “intensas”, e talvez por isso neste quesito a produção garante êxito, afinal, além das mãos de Kaufman, ainda temos Owen que convincentemente transmite lascividade a Kidman. Difícil não lembrar de Closer quando assistimos algumas cenas de Owen neste filme. Kidman por sua vez, está sensacional no papel. Ela passa a força que podemos imaginar de alguém com personalidade forte como Gellhorn. A fotografia também é bastante interessante, viajando pela Espanha, Cuba e China. Gellhorn acompanha a gravação de um longa sobre os republicanos produzido também por Hemingway.

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Seria uma história de amor se não fosse pela vida real. O casamento de Hemingway e Gellhorn durou 5 anos. Posteriormente, ele se apaixona pela sua 4º esposa. Entretanto, sua experiência com a guerra civil da Espanha e seu romance com Gellhorn são descritos no livro Por quem os Sinos dobram (1940). Mas, deixando de lado nossos anseios por romances, não são cenas completamente desperdiçadas. Tem uma boa direção de arte, inclusive, um recurso que achei bem legal foi o efeito de vídeo antigo aplicado nas cenas de guerra, como se fossem materiais originais (nitidamente não era, mas tudo bem, vale a intenção) e ainda tem Rodrigo Santoro fazendo um professor espanhol (Paco Zarra) que lutava na guerra civil (e mesmo num papel secundário, ela chama atenção).

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Bruxas Bacanas!

Saudações caros!

Vou contar uma coisa inicial no post de hoje: Eu AMO Halloween! Gostaria que aqui no Brasil tivesse mais forte esta data na nossa cultura como temos o lixo do Carnaval (desabafo=ON).

Enfim, acho genial festas a fantasia, abóboras espalhadas com luzes dentro, e aquele ritual todo de gostosuras ou travessuras. E enxergo mais a data como uma festa realmente de tudo o que há de mais freak e legal do que o lance de “Vamos assistir Decapitação na Casa do Alto da Colina Parte 4”.  É claro que sempre temos espaço para o terror. Quando eu tinha 15 anos eu corri no telhado de casa com uma faca e a máscara do Pânico atrás da minha vizinha também de 15. Tomei bronca da minha mãe, assustei a família com o lance de “Será que ela é uma futura psicopata?” mas foi legal mesmo assim… (tá a faca afiada de açougue eu deveria ter trocado por uma de cartolina, mas enfim…).

Outra verdade é que eu adoro filmes de bruxas que tem uma trama de comédia ou até mesmo romance. Como é o caso das duas indicações que vou dar. Lembro que todo ano eu presenteava ou pelo menos desejava um feliz dia das Bruxas para as minhas amigas (a gente se chamava carinhosamente de “bruxa”) e esses filmes me fazem lembrar absurdamente delas. Então, além da indicação, eu dedico esse post para as queridas Barbara e Amanda Bia, minhas bruxas preferidas e lindas ^^

Então, vamos lá:

Abracadabra –  (1993) – Dir. Kenny Ortega

“Oh look, another glorious morning. Makes me SICK!”

Criado pela Disney em 1993, e um dos grandes clááásicos de Sessão da Tarde para a data. Traz no elenco Bette Midler como Winnie (excelentíssima), Sarah Jessica Parker como Sarah (glamourosa desde sempre né?), e Kathy Najimy como Mary. As três fazendo o papel das Bruxas que são libertadas de uma maldição depois de 300 anos.

Destaque para a cena da música I Put Spell on You com Bette Midler arrasando na performance.

Filme super gostoso de assistir, com pitadinhas de fantasias boas que só a Disney sabe dar. Fiquei com vontade de assistir agora =P

Confira o trailer:

 

Da Magia à Sedução –  (1998) – Dir. Griffin Dunne

“I don’t know. Maybe I had my happiness. I don’t want to believe it but, there is no man, Gilly. Only that moon.”

Não é um puta de um filme, evidente. E garotas, assistam sem a presença de seus respectivos companheiros. Namorados odeiam filmes assim. Se ele amar, suspeite.

De qualquer forma, nem mesmo eu amo este filme. Gosto dele porque tem um toque especial, um certo humor negro (mesmo que pouco), um romantismo meio mágico no ar, e o clima de feitiçaria que deixa o filme muito interessante. Não é bem seu roteiro que atrai, considerando que é só mais uma comédia romântica. Mas sim, o estilo e a linha que ele segue. Todo filme romântico ou comédia que mistura magia pra mim, fica sendo muito mais “mágico” (num diga!). Afinal, já que estamos falando de algo irreal como casais viverem felizes para sempre, e amor eterno, já chutemos logo o balde e fazemos uma história 100% fantasia com direito a dança nudista ao Luar e Margueritas a Meia-Noite, correto?

Confira o trailer: