Um Drink no Inferno (1996)

“Fight now, cry later.”

Juntar Robert Rodriguez com Quentin Tarantino é trashera na certa. Mas, esta é uma trashera incomum: começa como um filme típico (tanto de Rodriguez quanto se fosse dirigido por Tarantino) e vai para caminhos obscuros, sem pé nem cabeça mudando completamente o rumo das coisas.

Óbvio que é esta a proposta do filme: ser tosco, violento, com elementos mal feitos, que você acaba rindo de vergonha alheia.

Dois irmãos que vivem na emoção de assaltos, roubos e assassinatos – Seth Gecko (George Clooney) e Richard Gecko (Quentin Tarantino), tem a missão de cruzar a fronteira do México, e encontrar com um truta que levará eles para um lugar de refúgio ou sei lá o que (desculpem, não prestei atenção devida, e o objetivo deles na trama, pouco importa). Resolvem abordar uma família que estavam no mesmo hotel que eles: Jacob Fuller (Harvey Keitel) com seus filhos Kate e Scott (Juliette Lewis e Ernest Liu). É com esta família que eles cruzam a fronteira do México, e decide esperar o tal truta num bar sinistro do qual somente caminhoneiros e motociclistas vão.

Preguiça enorme de falar pra vocês que não posso contar o resto porque é spoiler. Quero dizer, granddeeee spoiler viu gente, acaba a graça se eu contar pra vocês o que acontece no tal bar. Em resumo, vou sintetizar tudo: fica tudo meio bizarro (pouco mais), coisas nojentas acontecem, e o filme atinge ápices de desgraceira engraçada. Para aqueles que tem aquele espírito esportivo, claro.

Tarantino como ator é aquele fiasco que vocês já devem ter visto em Cães de Aluguel. Uma cara de bolha, de quem comeu pasta de amendiom azeda, mas não quer cuspir. Ainda bem, que como diretor, ele é sensacional. Isso lhe permite uma aposentadoria gorda…

George Clooney é sempre um arraso, né? Mesmo fazendo filme tosco. Além do que, seu personagem é um dos principais e ele segura com seriedade os momentos ridículos até o fim. Merece respeito.

Juliette Lewis, SEMPRE vai ter cara de Carla Tate (de Simples como Amar). Aqui ela é uma mistura de Carla com Mallory Knox (seu personagem psicótico de Assassinos por Natureza). Tem um papel de efeito que faz a diferença, mas é difícil num filme como esses, falar mal ou bem da atuação. George Clooney é mesmo excepcional…

Faz parte da coleção de filmes B de Rodriguez, então não dá pra esperar uma puta produção ou bom roteiro. Nem é esse o foco não é mesmo? Mas, praquele dia que você quer ver uma espirração de sangue sem sentir medo, é a melhor pedida…

♪ Nancy Sinatra – Bang Bang (My Baby Shot Me Down)

Composta por Sonny Bono na década de 60, esta canção ganhou a versão pitoresca da Cher e logo a de Nancy Sinatra. Tarantino souber escolher qual versão combinaria melhor com Kill Bill Vol. I, colocando na trilha a voz de Nancy quase à capela, numa melodia mais dramática e nada dançante. A letra então, não poderia ser melhor encaixada com o roteiro. As vezes tenho a impressão que Quentin desenvolve história e detalhes visuais, baseado nas músicas que ouve e gosta e nos filmes que assiste e se interessa por algum detalhe.

No clipe, Nancyzinha sentada, um fundo preto, um vestido e botinha rosa super retro, e seu olhar distante em não sei aonde (considerando tudo “escuro”). Mas, convenhamos que o clipe é tão homogênio quanto a música. No filme então, é sensacional.

Nancy, quando partir, diga a seu pai que eu o amei, tá bom?

♫  Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down ♪

Assassinos por natureza (1994)

“Eeny, meeny, miny, mo, catch a tiger by the toe.
If he hollers let him go, eeny, meeny, miny, mo”

Assassinos por Natureza consegue ser escarnecedor do começo ao fim. Com roteiro de Quentin Tarantino e uma direção peculiar de Oliver Stone, toda a história que tange o casal Mallory e Mickey transborda sangue de uma maneira fria, porém com forte grau de entretenimento. O trabalho de Stone é autoral, foge muito de um padrão de edição comum Holywoodiano e não deixa a desejar. Pulando de técnica em técnica, ilustrações, imperfeições da câmera como filmes antigos, preto e branco, closes repetidos em rostos maliciosos, o começo do filme pode parecer um Saturday Night Live que não te deixa piscar.

Mickey (Woody Harrelson) e Mallory (Juliette Lewis) é um casal de assassinos, que aparentemente matam pelo simples prazer de matar. Stone demonstra facilmente esta característica do casal nos segundos iniciais do filme, com Leonard Cohen tocando ao fundo e animais selvagens sendo focados, alternando do preto e branco para o colorido. Bem mais pra frente do filme, o índio que surge na história conta sobre uma senhora que salvou uma cobra e esta mordeu ela quando se recuperou. Dá completo sentido para o final do filme e acentua tudo o que já foi visto anteriormente.

Mas, pode o filme estar colocando uma carcaça de Cool sobre os assassinos? Fãs do casal (no filme) torcem por Mickey e Mallory, como se fossem heróis. E a vida de ambos são refletidas talvez como uma justificativa da atitude e comportamento dos psicopatas. De Mallory, o foco foi maior, e representa a melhor cena do filme todo: Uma sátira de programas de TV antigos, com uma família tipicamente americana soltando piadinhas também tipicamente americanas e risadas de diversão soando ao fundo. Mas, o que nos é passado na cena e nas falas dos personagens (os pais de Mallory) estão longe de ser algo a la Married With The Children. Você não ri, acha até absurdo demais quando entende a lascividade nos olhos do pai de Mallory para cima da própria filha. A risada ao fundo dos espectadores do seriado passa a ser incoerente. Este é o cúmulo do escárnio, pois claramente percebemos isso, assim como o mundo costuma rir de tanta coisa ridícula e errada por aí. Haverá alguém assistindo com repulsa enquanto nos desatamos a rir de nós mesmos? Eis a reflexão.

Voltemos a analisar o foco do filme: “Mallory e Mickey sabem a diferença entre o certo e o errado, apenas não dão a mínima para isso”. Oliver Stone não faz você endeusar dois seres como Mallory e Mickey. É muito comum ver críticas em cima de filmes assim (que podem causar a impressão de apologias de qualquer coisa errada, como é Trainspotting com as drogas). Entretanto, considerando a montagem de toda a história, e a excessiva inclusão da mídia durante o filme todo, se torna quase evidente que Oliver Stone dá um tapa na cara da própria mídia e no mundo, com essa curiosidade excessiva que todos constumam ter sobre a mente psicótica. Vide Charles Manson, muito citado no longa. É muito fácil apontarem um filme mais como uma inconsciente apologia a violência, a partir do momento que entendemos que é uma crítica social, parece mais fácil (no caso para aqueles que apontam o dedo) acreditar do contrário. Afinal, o cômodo é sempre mais prático.

Mas, Stone toma cuidado de deixar todos os elementos, e até mesmo a atuação do elenco de uma forma sarcástica, para reforçarmos a idéia de escárnio contra a imprensa. Tanto, que um dos detalhes que acreditei negativos no filme, podem ser uma das justificativas para isto: O personagem do apresentador do programa, interpretado pelo Robert Downey Jr e até mesmo Tommy Lee Jones, parecem ser caricatos demais, ainda mais com suas histerias winehóusticas quando as coisas saem dos eixos. Chegamos a nos sentir como se estivéssemos assistindo aquelas aventurinhas bobas da televisão.

Outro ponto que dá uma ruptura incômoda no filme, é a passagem da primeira parte, que conta do “romance” do casal alternando com flashbacks de ambos para então a segunda parte que [COMEÇO DO SPOILER] mostra um tempo real sobre como o casal é preso. A segunda parte é bem interessante, mas no final da primeira, temos a impressão passageira de um final de filme. Aí a cena de Mallory enfraquecida pela picada da cobra se arrasta. De qualquer forma, o filme volta a ganhar força mais ou menos na parte da entrevista de Wayne (Robert Downey Jr.) com Mickey. [/FINAL DO SPOILER]

Em relação a atuação de Woody Harrelson e Juliette Lewis, não temos muito o que reclamar: Harrelson que já tem uma feição meio de problemático mascando chiclete com sorrisinho lateral (que manteve a faceta em Zumbilândia) se mostra bem qualificado, ainda mais para interpretar um piscopata. Juliette Lewis tem aquela fala enrolada (que também mantém em Simples Como Amar onde tem problemas mentais – só que não mata) e representa bem seus ataques, surtos, e também uma faceta meio tímida e triste em certos momentos. Já Robert Downey Jr. tem um papel medíocre, então dentro de suas limitações, também não deixa a desejar.

No mais, a linda voz de Leonard Cohen soando ao fundo. Espetáculo.

Machete (2010)

“You just fucked with the wrong Mexican.”

A idéia surgiu após o pequeno sucesso que o trailer fictício proporcionou. Isso, porque com a estréia de filmes Grindhouse feita por Rodriguez e Tarantino, o trailer de Machete rolou no filme Planeta Terror. Gostaram tanto da idéia, que o trailer acabou gerando o filme de verdade, com temperos de Lado B, porém muito mais bem produzido.

E é difícil falar de um filme de Robert Rodriguez sem citar Tarantino. Ainda mais considerando que o diretor texano bebeu da fonte de Quentin, mostrando claramente em seus filmes uma grande referência.

Em Machete você vê referências de Kill Bill (com as enfermeiras de sainhas curtas), tipografias parecidas, trilha sonoras iguais, e os toques irônicos e de humor negro. E claro, sangue, muito sangue. Pode-se dizer que você vê até mais sangue e violência em excesso. Mas, isso reforça o estilo e qualidade do filme.

Contudo, pode-se causar a impressão de que Rodriguez seja apenas uma sombra de Tarantino. Entretanto, um diretor que fez Sin City não poderia nem deve ser a sombra de ninguém. E apesar das relações fortes de filmes de Tarantino, Rodriguez tem pitadas extras que você não vê em Quentin. Bom ou ruim? Diria que não há comparações por maiores que sejam as relações. Em ambos os diretores você vê qualidades distintas, mesmo que numa linha tênue.

Tarantino trabalha numa linha curta de história e em cima dela constrói angulos perfeitos de câmeras e personagens recheados de grandes diálogos e olhares subjetivos. Já Rodriguez produz uma linha muito maior de história, trazendo para o público uma aventura repleta, com começo meio e fim e acredite, uma certa originalidade no roteiro.

Machete conta a história de um ex policial Mexicano, e dos conflitos entre imigrantes mexicanos ilegais e a polícia dos Estados Unidos. Máfia, ganância e política rege a trama, trazendo um elenco digno: O Bunitão da mamãe Danny Trejo como o Machete, mexicano cheio dos facões, personagem principal que ainda é responsável por uma das melhores cenas do filme: A Cena do intestino. Ainda temos a drogadinha Lindsay Lohan fazendo o papel de…do que mesmo? ah sim, de drogadinha. Mas, a garota apesar de um papel deveras medíocre e secundário, aparece no final com muito estilo e chega a fazer parte de um final digno. Temos a Jessica Alba como policial, e Michelle Rodriguez como líder de um grupo conhecido como “rede” que ajuda os imigrantes ilegais. Todas as 3 bonitonas caem de amor e prazer em cima de Machete. Gosto é gosto né galera…

O elenco conta ainda com Steven Seagal, já sem seu rabicózinho, e com quilinhos a mais. Todo mundo envelhece, até mesmo o ator fodástico praticante de Aikido não é mesmo? E com ele, ocorre o mesmo que com a drogadinha… Passagem medíocre na trama, com um final bacana. Rodriguez soube trabalhar muito bem com toda a gama de talento que ele botou no longa.

E não vamos esquecer de Jeff Fahey fazendo o papel de Booth, um vilão e tanto. Aqui, Fahey mostra que seu talento está muitooo além do capitão Lapidus de Lost (assim como Michelle para Ana Lucia). Robert de Niro também está lá, interpretando o Senador também vilão, com um final deprimente e bem cômico.

Machete tem muita qualidade e no geral é um bom filme para se ver, claro pra quem gosta de muito sangue e cabeças voando. A história soa um pouco longa mas em nenhum momento torna o filme enfadonho. Cenas fortes como do padre na Igreja, bem como citações regadas a sarcamos e ironia, garante ao filme um bom entretenimento na certa.

Top 5 Especial – Filmes que marcaram a infância

Lambda Lambda Lambda!!! Porque especial? E porque top 5? Eu vos respondo!

Especial porque reunimos a cambada cinéfila de alguns blogs pra darem o pitaco e citar os filmes que marcaram a infância. E Top 5, porque apesar de termos a seção de Top 10, não é nossa intenção criar um post de 80 mil pixels! =D

Então vamos lá?
“Vamos, tia Natalia!”

Sabe aqueles filmes que você assistia 300 vezes, seja na Sessão da Tarde, ou na fita cassete que tua mãe colocava pra você assistir e parar de fazer arte? Aqueles filmes que não necessariamente são bons (e você até reconhece isso) e que não necessariamente são seus preferidos, mas te fazem lembrar da época em que você só ia pra escola e ainda reclamava por isso? Então!

Blogs de cinema fizeram sua listinha batuta de seus 5 filmes que marcaram a época do xixi na cama e publicamos aqui no post de hoje. Além disso, outras pessoas também deram suas listinhas, e eu disponibilizei no final do post também.  Boa nostalgia pra todo mundo!

Misael Lima do Anything Goes In, Anything Goes Out:

Que fique bem claro: não é porque eu era uma criança que foram filme infantis que necessariamente marcaram minha vida. Tinha um pai cinéfilo, daqueles que compra 2 videocassetes só para copiar os filmes legais da locadora e assistir 12 vezes em uma semana. Graças a Deus, ele me educou com uma base sólida de porradas cinematográficas que me tornaram no nerd orgulhoso que sou. O Top 5 tem de tudo um pouco, por isso, vamos pelo final:

5º – Em Busca do Vale Encantado

Littlefoot e seus amigos dinossauros, todos separados dos pais, vão tentar chegar ao Vale Encantado: Uma terra próspera onde existe comida em abundância. Mas, para isso, terão que enfrentar o caminho perigoso de uma terra em transformação, os predadores que os perseguem e o mais difícil, suas próprias limitações. Cheio de metáforas que eu só compreendi agora, o filme tem uma animação belíssima, mas o que conta mesmo é a emoção. Os personagens são marcantes. Impossível não ficar emocionado com a morte da mãe de Littlefoot logo no primeiro ato. Além do mais, a segura direção de Don Bluth (Fievel, Anastácia) fazem do filme um marco da infância que assisti durante anos a fio, sempre me surpreendendo a cada novo olhar.

4º – Os Gonnies

“Chocolate! Sloth wants chocolate!”

Entre os filmes que ocupavam as tardes frente à TV, sempre me deparei com o ótimo Goonies. Tantos outros como A Fantástica Fábrica de Chocolates, De Volta para o Futuro e A Coisa mereciam destaque, mas Os Gonnies era religioso. Fosse o tom aventuresco do filme de Richard Donner, ou os personagens hilários e as frases marcantes (“Slott quer chocolate”), esse filme exerceu um magnetismo na minha geração que é difícil explicar. Acrescente a tudo isso um mistério e armadilhas à la Indiana Jones e pronto. Clássico dos anos 80 e marco na vida de crianças das últimas duas décadas, Os Gonnies fica com o 4º lugar.

3º – Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Arnold Schwarzenegger entra em um bar de motoqueiros nu e sai com roupa de couro e uma Harley Davidson. Depois disso, o que vier é lucro. Explosões, tiros e um vilão convincente. Eu nem sabia muito o que pensar sobre filmes. Quando assistia Terminator legendado com meu pai talvez não tivesse ideia do que era um cinema. Mas aquela sensação de montanha-russa apocalíptica era algo que sempre mexeu comigo. Talvez foi essa a influência para que eu fosse me tornar um aficcionado por terror pós-apocalítptico anos mais tarde. Só que naquela hora, meu único pensamento era ver um tiro de 12 atravessando o crânio do T-1000.

2º – Jurassic Park

Eu tinha sete anos e uma paixão alucinada por dinossauros quando assisti Jurassic Park pela primeira vez. Como todo mundo, fiquei embasbacado, assustado e com muita vontade de assistir de novo e de novo. Ótimos efeitos especiais que impressionam até hoje, boas atuações e uma megalomania que só Steven Spielberg pôde controlar. É fácil para qualquer um decorar as falas dos personagens ou memorizar cada uma das cenas. É fácil tornar Jurassic Park um clássico instantâneo do cinema. Assim como todos os outros filmes do diretor que não poderei citar nesta lista.

Jurassic Park

 

1º – Star Wars

A mãe de todas as trilogias e primeira que acompanhei em home video, era uma estocada na dimensão do impressionável. NADA é superior a Star Wars. Desde o primeiro frame com letras em amarelo-banana ao final do espaço e créditos em azul, o filme consegue ultrapassar o limite do incrível, uma ode à perfeição nerd. Se todos somos sugados em algum momento de nossas vidas para um limbo habitado por criaturas espaciais, dinossauros e tesouros perdidos (eu me refiro à infância, não à demência da velhice) e assistimos algo como Star Wars, nada pode ser maior. Pode ser exagero da minha parte, mas vibrava cada vez que assistia ao último capítulo da série. Tinha ciúmes de Hans Solo (beijando a garota do Luke), tinha raiva do Lando (Maldito delator!), tinha pena do Ewok que morria, me assustava com Vader soltando a frase mais famosa do cinema em todos os tempos e tinha nojo quando Luke descobria que Léa era sua irmã. E por isso, Star Wars é o filme que dominou a minha infância, por mais óbvio que seja…

Hugo do Cinema – Filmes e Seriados

5º – Qualquer filme ou curta-metragem com “Os Três Patetas”.

Tiveram três formações (seis integrantes no total) numa carreira de quase quarenta anos no cinema e na tv e as reprises nos fazem rir até hoje.

4º – Feitiço Havaiano

Elvis Presley como herói era clássico na sessão da tarde dos anos oitenta e este filme é provavelmente o mais legal.

Feitiço Havaiano

 

3º – Deu a Louca No Mundo

Comédia dos anos sessenta que tinha no elenco diversos comediantes americanos famosos em busca de um tesouro.Tem um final hilariante com “Os Três Patetas” interpretando bombeiros.

2º – Os Trapalhões nas Minas do Rei Salomão

O filme tem apenas o trio Didi, Dedé e Mussum, sem Zacarias, mas mesmo assim faz parte da fase mais engraçado do grupo no cinema.

1º – Ou Vai ou Racha

Com Jerry Lewis e Dean Martin – Poderia citar vários filmes de Jerry Lewis, porém esse é o meu preferido.

Emmanuela do Cinema pela Arte

5º – Meu Primeiro Amor

4º – Tartarugas Ninja

3º – Beethoven, O Magnífico

2º – E. T. – O Extraterrestre

E.T O Extraterrestre - Cláááásico!

1º – Rei Leão

Lincoln do Cinemafia

5º – Brinquedo Assassino 2

Quanto mais medo eu tinha, mais vontade de assistir me dava. Com certeza o segundo filme da série marcou mais intensamente minha infância, por ter sido transmitido mais vezes na TV.

4º – Moonwalker

Porque eu queria dançar igual ao Michael Jackson. Até hoje tento fazer o inesquecível “moonwalk”. E aquela fantasia de coelho; quem não queria (eu ainda quero) uma igual?
3º – Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros

E então descubro Jim Carrey, que passou a ser meu ator de comédia preferido. Minha mãe sempre reclamava das minhas caretas tentando imitá-lo.

2º – A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971)

Como eu sonhava em encontrar uma barra de chocolate premiada e conhecer aquele mundo fantástico. Mesmo sabendo que aquilo só existia no cinema (só soube alguns anos depois), eu não estava nem aí. Queria ser amigo de Willy Wonka.

Oompa Loompas da A Fantástica fábrica de chocolate

 

1º – Esqueceram de Mim

“Keep the change ya filthy animal!”

Porque eu era fã de Kevin McCallister e suas travessuras. Esse certamente marcou o natal de muita gente. Quem nunca tentou fazer armadilhas em casa para aprontar com a mãe e os irmãos. Joe Pesci de novo como vilão na minha infância. Acho que por isso gosto dele.

Marcelo do Cinemafia

5º – A volta dos mortos vivos 2

Eu me cagava de medo, tinha pesadelos, mas não deixava de ver.

4º – A Lagoa Azul

Acho que esse marcou minha infância pela quantidade de vezes que passou na “Sessão da Tarde” e pelas cenas da Brooke Shields seminua.

A Lagoa Azul - Certamente, o preferido do Sr. Abravanel!

3º – Lua de Cristal

Quem nasceu nos anos 80 e não assistiu o “Xou da Xuxa” que atire a primeira pedra. Lua de Cristal foi o primeiro filme que vi no cinema. Quando Xuxa morreu afogada, fiquei desesperado chorando e gritando: “Socorro, façam alguma coisa, a Xuxa não pode morrer!”. Eu tinha quatro anos, ok?

2º – O Rei Leão

Timon: This looks like a good spot to rustle up some grub.

Simba: What’s that?

Timon: A grub. What’s it look like?

Simba: Ewwwww, gross.

Timon: Tastes like chicken.

Perdi a conta das vezes que assisti, e sempre que o pai de Simba caía do penhasco eu ficava com um nó na garganta. Ainda hoje me pego cantando “Hakuna Matata”.

1º – Mary Poppins

Foi meu primeiro deslumbramento com um filme. Na época, fiquei encantado com as cenas em que os humanos interagiam com desenhos animados.

Bruno Knott do Cultura Intratecal

5º – De volta para o Futuro

“Doc, we better back up. We don’t have enough road to get up to 88.”

Jamais enjoei deste filme e suas sequências. Quando criança eu achava fantástica a ideia de poder voltar no tempo e ver como seus pais se conheceram e como era a cidade em que você vive. Na verdade, ainda acho. Apesar do lado cômico, De Volta para o Futuro nos mostra de maneira sincera e emocionante que uma escolha, por menor que seja, pode mudar toda a sua vida.

4º –  Fandango

Infelizmente, poucos conhecem esse filme, mas ele é ótimo e eu curtia bastante. É um road-movie que mostra 5 caras fazendo uma viagem pra tentar esquecer o fato de que alguns deles foram convocados para a guerra do Vietnã. Você ri bastante, curte a bela trilha sonora e ainda sobre espaço para boas reflexões sobre amizade e amadurecimento.

3º- Conta Comigo

E quem não esperava ansioso pela sessão da tarde quando este filme iria passar? Marcou a infancia de muita gente, sem dúvida. Dava vontade de juntar os amigos e sair pelas ruas da cidade em busca de alguma aventura. Clássico.

Conta Comigo

2º – Minha Vida

Quando você é criança uma das coisas que você mais tem medo é de perder os pais. Quando assisti a este filme eu tinha 8 anos e ele me marcou bastante. No filme, Michael Keaton interpreta um homem que vai morrer em breve, devido a um cancer em estágio avançado. Seu filho está prestes a nascer e para que ele não cresça sem ter contato com o pai, ele resolve gravar vários videos para que a criança assista ao longo da vida. No fundo não é lá um grande filme, mas ele emociona.

1º – Pulp Fiction

Provavelmente o filme mais violento que vi quando criança e justamente por isso ele me marcou. Além de me impressionar com a cena do “estupro” e a do John Travolta sendo morto após ir ao banheiro, eu me divertia bastante com os diálogos sobre McDonalds e com John Travolta e Uma Thurman dançando. É claro que não dá pra recomendar este filme para uma criança, mas eu agradeço por ter visto Pulp Fiction e virado fã do Tarantino bem cedo.

Vinicius Silva do Sob a Minha Lente

5º –  A Lagoa Azul

Eu perdi a conta de quantas vezes eu assisti esse filme na sessão da tarde. Não lembro de nunca ter visto ele legendado mas, quando criança, sempre que ele passava na televisão, lá estava eu para assistir. É engraçado escrever sobre isso porque hoje, por exemplo, sinto que a história do filme não consegue me emocionar ou me deixar envolvido como naquela época em que assisti.

4º –  Os Três Ninjas

Eu sei que este filme hoje praticamente se tornou uma franquia. Péssima, por sinal. Mas o primeiro filme, aquele em que tem a cena do duelo na quadra de basquete e do momento da perseguição de bicicleta, este sim me deixava bastante feliz. Lembro que, na época, cheguei a pedir para uma pessoa da locadora fazer a cópia para mim em VHS e, sempre que eu terminava de almoçar depois que chegava do colégio, a primeria coisa que eu fazia não era estudar, mas sim, assistir “Os Três Ninjas”. Depois começaram a criar sequências com outros atores e estragaram completamente com a história.

3º –  Esqueceram de Mim (I e II)

Eu não teria como escolher apenas o primeiro porque, na realidade, os dois se complementam em termos de história e de sequência. Mas quem foi a criança que não pulava da cama de felicidade com as loucuras vividas por Macaulay Culkin, hein? Eu hoje tenho os dois DVDs aqui em casa e, sempre quando quero viver uma boa nostalgia, me recorro a eles para lembrar de um tempo bom, onde eu não precisava me importar com contas para pagar, problemas a serem resolvidos e trabalhos para entregar. As decisões do futuro não faziam parte do meu mundo, ao contrário do que vivo hoje. E sempre quando me lembro de “Esqueceram de Mim”, é por este sentimento de nostalgia que me faz amar o filme.

2º – Curtindo a Vida Adoidado

Desculpa, mas eu queria também ser Ferris Bueller! Quando assisti ao filme de John Hughes, ele dialogava tão forte com a minha realidade que me senti completamente envolvido pelo filme. Depois disso, comecei a inventar até histórias para matar aula e viver um dia de intensa aventura com os amigos, sair um pouco da rotina de acordar cedo, ir para a escola, voltar para casa e ir para o curso de inglês. Ao ver Ferris Bueller, tinha dias que eu não queria mais isso para mim por sentir que, naquele momento, isso não era tão importante. Eu sei que definiria o meu futuro enquanto pessoa, mas quem é que está pensando nisso quando vai faltar alguma aula. Ninguém, né? Então, por isso, “save Ferris Bueller!”.


Curtindo a Vida Adoidado

1º – Karatê Kid

Não poderia ser outro filme. Fazer listas é sempre muito complicado, mesmo porque, já sei que ficaram faltando alguns filmes que deveriam estar aqui. Mas como é pela importância e a maneira como eles marcaram uma geração, nada se equivale à Karatê Kid para mim. Ele reuniu todos os elementos comuns a uma realidade que, poderia não ser exatamente a minha, mas que pelo menos eu sentia que tinha como ser. Personagens como Daniel San e o Senhor Myagui, vão ficar para sempre guardados na minha memória. E a nostalgia já “bateu aqui”, me recordando em como eu me deitava no sofá para assistir o filme, mesmo depois de já tê-lo visto inúmeras vezes. Tempos bons, que ficarão guardados para sempre na memória e que, por isso mesmo, deixam tantas saudades.

Bill Falcão do Jornal da Lua

5º – A Noviça Rebelde

♪ “The hills are alive with the sound of music” ♫

Julie Andrews interpreta uma noviça que não se entende bem com a disciplina imposta pelas professoras e resolve aceitar um emprego na casa de um milionário cheio de filhos. Tudo parece muito difícil, mas, aos poucos, ela consegue ser aceita pela família. Um dos melhores musicais do cinema, com belíssimas canções.

4º – O Professor Aloprado

Jerry Lewis realiza aqui o seu melhor filme, uma paródia de “O Médico e o Monstro”. Ele é um professor feio e desajeitado que descobre casualmente uma fórmula para ficar bonito e chamar a atenção das garotas. Só que o efeito da “poção mágica” não demora muito tempo.

3º – A Pantera Cor-de-Rosa

A parceria entre o diretor Blake Edwards (marido da atriz Julie Andrews) e o sensacional ator cômico Peter Sellers gerou grandes filmes, como este aqui. Sellers é o confuso inspetor Clouseau, que, ao tentar desvendar o roubo de um diamante, deixa todo mundo louco, inclusive seu chefe, que faz de tudo para se livrar dele. A música de Henry Mancini é um daqueles eternos hinos do cinema.

2º – Um Convidado Bem Trapalhão

Outra brilhante parceria entre o diretor Edwards e o ator Peter Sellers. Aqui ele não é o inspetor Clouseau, mas um atrapalhado ator que, por engano, é convidado para uma festa na casa do produtor do filme que ele arruinou. Como ninguém percebe o erro, nem ele, é uma confusão atrás da outra.

1º – Ao Mestre, Com Carinho

Sidney Poitier é um professor que consegue emprego numa escola, mas logo percebe que dar aulas para aquela turma vai ser uma tarefa dificílima. Durante o filme, nós acompanhamos sua luta para tentar entender e mudar o comportamento de seus alunos. O final é emocionante, quando uma das alunas, interpretada pela cantora Lulu, dedica ao professor a canção “To Sir, With Love”, inesquecível.

Ao Mestre, com Carinho

 

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E ainda teve a Lulu (minha amiga =D ) que citou Free Willy, Karate Kid, Procura-se Susan desesperadamente, Uma Linda Mulher e Tudo por Amor. E o Rafael Heinze cita Fica Comigo, Curtindo a vida adoidado, Garotos Perdidos e Sem Licença para dirigir. O Anderson (meu outro amigo) cita Loucademia de Polícia, A Lagoa Azul (o mais próximo do pornô que ele podia ver) De volta para o futuro, Um tira e meio, e A Hora do Pesadelo.

Os meus? Seguem abaixo =)

5º – Os três Mosqueteiros

Porque eu queria muito ser uma mosqueteira quando era criança, antes mesmo de descobrir que estávamos já em outro século…

4º – Edward, Mãos de Tesoura

Anos mais tarde, foi o filme que me fez entender milhares de coisas sobre ser diferente numa sociedade etc. Mas, na época eu gostava de ver Edward esculpindo nas moitas e gelos.

3º – Lua de Cristal

Sei sei… rola uma vergonha do passado lembrar do Sergio Mallandro entregando pizza e seu coraçãozinho batendo quando ele olhava pra Xuxa? Tudo bem, o Deus do Cinema irá nos perdoar… Erámos crianças não é?

Glu glu yé yé!

 

2º – Meu primeiro Amor

Andava pela rua, cantando Dubidu! Dubidu, dubidu, dubidu.

1º – Querida, encolhi as Crianças

Caceta, eu simplesmente AMAVA a cena da bolacha gigante recheada de morango. Sem mais.

Tá, eu gostava do mais velho o.O

 

Agora é hora de dar tchau!

Quero agradecer todos os bloggers que fizeram parte desse post =) Espero que tenham gostado!

Bjos na têmpora e bom dia dos Pentelhos das Crianças!

Luta de Beatrix Kiddo VS Elle Driver

Saudações Galera do Mal! Perdoem-me a ausência em demasia, vida de designer tem dessas coisas de só ter tempo pra tomar o café que te mantém acordada! Ocorreu que no final de semana, decidi assistir Kill Bill Vol. 2 (embora meu preferido seja o 1).

Porém, no segundo volume tem essa cena fenomenal, que eu acho tão fodástica que me veio um estalo: Entra pro Greatest Scenes!

A cena é toda a luta da Noiva com a Elle, e apesar do erro sequencial trágico que tem nesta cena, ela é fantástica (assim como praticamente todas as outras dos dois volumes).  Porém, escolhi essa porque o final da Luta é tão “se fudeu” que é uma das melhores.

Contém Spoiler sobre o filme! Pra quem já viu, então vamos lá!

Cena: Luta de Beatrix Kiddo (Noiva, Black Mamba, enfim) VS Elle Driver
Kill Bill Vol.2 (2004)
Dir. Quentin Tarantino o/

The Bride: I was wondering, just between us girls, what did you say to Pai Mei for him to snatch out your eye?
Elle Driver: I called him a miserable old fool.
The Bride: Ooh, bad idea.

Uma das coisas que eu mais adoro nos filmes de Tarantino são o alto teor irônico e sarcástico que as cenas, os encaixes de trilha sonora, ou os personagens e suas falas representam. Uma Thurman consegue isso de um jeito exemplar. Ela voltar daquele jeito literalmente da tumba pra se vingar, te dá a mesma sensação que o personagem a ponto de você até se contemplar de êxtase quando ela arranca o outro olho de Elle.

A cena toda é bem bacana de ver, toda aquela ação e os golpes que um bom filme do gênero tem que ter. Mas, é claro que o final da cena é impagável, não só pelo ataque ao olho, quanto a esmagadinha clássica nojenta porém muito bem adequada. Escárnio rolando solto!

Segue a palhinha pra relembrar: