Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte II (2011)

“Of course it’s happening inside your head harry, but why on earth should that mean that it is not real?”

Contém spoilers

David Yates recrutou todas as criancinhas do clipe de Another Brick in The Wall do Pink Floyd, pagou um cachezinho, e uns cachecois quentinhos de cada casa e criou para Hogwarts um ar sombrio que dá tristeza quase da mesma forma de quando se lê a descrição do que a escola se tornou no livro…

Ver Hogwarts cinza, representado na boa fotografia do longa (coisa que não podemos reclamar) em ruínas e sem luz, é de dar pena e saudade, até para nós os espectadores que acabam lembrando com nostalgia quando o menino Harry botou na cabeça o Chapéu Seletor. Porque nada é como antes, o caos reina, Voldemort tá todo meninão (destaque pra risadinha de tio do churrasco dele no quase final) e Harry agora não brinca mais de Vingardium Leviosa

Tudo é enebriante no filme, não há momentos para levantar e ir no banheiro. Você quer absorver exatamente tudo que o final da saga tem pra mostrar, ou pelo menos absorver quase tudo daquilo que lembra ser relevante no livro. E em matéria de adaptação, Yates se saiu bem, apesar de infelizmente não me recordar como era exatamente o final do livro. Pra quem leu, me ajudem… Aquela ceninha de aventura de Voldemort com Harry realmente acontece? Pois pra mim, quando Harry volta do bate papo com Dumbledore, ele já resolveu a situação lá na Terra…

Mas, voltemos ao filme: O beijo Hollywoodiano de Ron com Hermione foi desnecessário, serviu pra um bando de menininhas berrar no meu ouvido no cinema. Acredito que poderia ser melhor trabalhado… Idem ao beijo rápido de Gina com Harry, meio fora de contexto, parecendo que entrou lá porque não tinha mais outra cena pra entrar.

Outro problema, já de longa data é nosso querido Ralph Fiennes sem nariz, como Voldemort. Ele não é uma figura que dá medo. Nunca foi. E convenhamos, aquela risadinha dele ainda (que não me conformo) beirou o ridículo. Nagini dá mais medo que Voldemort…

E o ápice? Snape, claro. Tanto a cena de sua morte (pela Nagini, cruel) quanto suas lembranças na Penseira momentos depois. Pena que pra quem só viu o filme e não leu os livros, assistiu a morte de Snape com rancor no coração a la “MORRE DIABO”. Eu chorei tudo que tinha pra chorar ali. E mais ainda na lição de Harry ao seu filho depois sobre Severo Snape. Essa é uma das partes que mais gosto na história de Rowling: Não é a casa Sonserina que guarda pessoas ruins. De Sonserina saiu Voldemort, mas também saiu Severo Snape, um bruxo corajoso que amou Lilian do começo ao fim. Não tem como não se emocionar quando ele olha para Harry e diz que ele tem os olhos da mãe.

A segunda coisa legal é Neville LongBullying que destrói a cobra MALA, e faz um discurso que… bem… esta foi outra coisa Hollywoodiana que eu deixava passar. O discurso de Sam do Senhor dos Anéis foi mais bonito (se é que me permitam comparar).

Última tosquice cinematográfica: 19 anos depois e a trupe toda ainda conserva um semblante bonitinho? Desculpa ae produção, mas a maquiagem poderia ser melhor trabalhada. O único que mais convence é o próprio Harry.

Mas, ei pessoal! Acabou! Não verei mais Cosplay da Grifinória nos cinemas, e isso tudo contribuiu pra gente sair emocionado do cinema. Porque Harry Potter marcou absurdamente e não temos mais nenhum filme para esperar. Bem verdade que o trio Radcliffe, Watson e Grint devem ter dado graças a Deus, mas a gente sempre fica com a sensação de querer mais.

Anúncios

Maratona Harry Potter

Começou assim: Eu assisti o primeiro filme, tinha 16 anos e achei tudo muito besta. Estava disposta a não ver mais nenhum, e muito menos a ler os livros. Quando estava já no 5º filme, e eu percebi que toda a estética havia mudado, eu comprei a coleção toda e comecei a ler. E a medida que terminava um livro, assistia o filme correspondente. Pronto, paguei com a língua tudo o que disse até então…

Harry Potter e a Pedra Filosofal – 2001
Dir.: Chris Columbus

Rendeu uma boa bilheteria, e cativou muito mais as crianças ou aqueles que já haviam lido o livro. Engraçado é que só vendo o primeiro filme, não se pode ter a consciência do que a franquia iria se tornar. Os personagens, ainda crianças na faixa de 11 anos (idade do Harry da história) cativam logo de cara, e apesar do filme ser um bom entretenimento do começo ao fim, não vai muito além disso.

A cena do jogo de Xadrez (a mais legal)

Harry Potter e a Câmara Secreta – 2002
Dir.: Chris Columbus

Eu particularmente considero o mais fraco de todos. Mas, ainda assim é possível ver um amadurecimento não só por conta da história mas como também dos personagens, principalmente da atuação do trio Harry, Hermione e Ron. Pra quem não leu o livro, o final dá aquela sensação: Ué, esse Valdomiro vilão de novo? Aí então percebi que a história ia longe…

Harry e o Vô do Clint Eastwood

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – 2004
Dir. Alfonso Cuarón

A partir deste filme eu já estava lendo os livros e assistindo o longa correspondente. E apesar de ser um dos melhores livros, achei péssima a adaptação do filme, com uma história pra lá de resumida. Apesar disso, a fotografia estava diferente, mais sombria, soturna. Me dei conta que Rowling sabia exatamente como estruturar toda a trajetória do pequeno bruxo. Um livro a cada ano, de modo que a criança de 11 anos que adorou Harry Potter e a Pedra Filosofal, vai crescendo e amadurecendo conforme o próprio personagem. Desta forma, a gente sabe que essa saga não vai terminar tão fofa como quando começou, e muita coisa tensa iria rolar.

Sirius Team =)

Harry Potter e o Cálice de Fogo – 2005
Dir. Mike Newell

Agora com a direção em mãos inglesas, Newell recusou fazer dois filmes para o 4º livro, enfretando o desafio de enxugar mais ainda um livro para adaptá-lo nas telas. Na medida do possível, deu certo, garantindo uma boa aventura, com cenas que pareciam ser exatamente desta forma que imaginamos quando lemos o livro.

o Mala.

Harry Potter e a Ordem da Fênix – 2007
Dir. David Yates

Yates agarrou e desde então não largou mais a franquia. Este filme tem uma fotografia muito mais soturna, a adaptação foi mediana mas já estamos num estágio onde é impossível ficar completamente decepcionado com um filme. Quando lemos o livro, queremos a representação visual daquilo que imaginamos e lá estão os filmes  para nos satisfazer. A medida que ocorra as principais cenas citadas no livro (diferente do terceiro) uma parte inconsciente de nós já se dá por satisfeita.

Monstro

Harry Potter e o Enigma do Príncipe – 2009
Dir. David Yates

Spoilers no texto.
Aqui rolou uma pequena tropeçada. Se não fosse a própria história de Rowling dar aquela sacudida (com a morte de Dumbledore pelas mãos de Snape) o filme daria um gosto amargo ao fim. Primeiro pela sua adaptação não muito bem estabelecida. Tudo acontece muito rápido, entretanto, os demais elementos do filme permanecem com a qualidade, em destaque para a fotografia e claro a belíssima trilha de John Williams.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 – 2010
Dir. David Yates

Spoilers no texto.
Eu considero o melhor de todos os filmes. E realmente, mas do que arrecadar mais bilheterias, era mais que necessário desmembrar o livro todo em duas partes, para que não se perdesse ou deixasse passar grandes detalhes e cenas. Uma pena é que como Dobby foi tirado do foco do terceiro até o sexto filme, a cena com ele perde um pouco o sentido se você não leu os livros. Enfim, ninguém ligou muito pra isso, pois pelo menos neste filme, Yates não errou. Pior seria não ter mostrado a morte do Elfo.

Vários Harrys. 50 pontos para a Grifinória

E agora, é só aguardar a estréia da segunda parte, e agradecer JK Rowling pelo Universo mágico que ela construiu, mesclando conquistas e perdas, falhas e acertos =)

Aguardem que vem a resenha de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 no próximo post!

Maratona Dr. Hannibal Lecter

Saudações caros!

Hoje estréia uma nova seção pro blog. Trata-se da Maratona, que nada mais é do que uma resenha combo de cada filme cuja história possui uma continuação, bem como sagas, trilogias etc…

E pra começar, tem Dr. Hannibal Lecter. São quatro filmes, cuja sequência não está em ordem cronológica dos fatos, porém coloquei na ordem dos acontecimentos pra facilitar o curso da história. Então bora lá:

Resumão:

Dr. Hannibal Lecter é um psiquiatra e também serial killer, famoso por seu canibalismo, sua inteligência e sua mente doentia…

Nasceu na Lituânia, e ainda criança perdeu seus pais durante a 2º Guerra, e após ter sido capturado com sua irmã Mischa por soldados da Lituânia que serviam os nazistas, alimentou um enorme trauma e sede por morte.  Estudou medicina, tornou-se psiquiatra, desenhava formidavelmente e este personagem se tornou o dono de uma das mentes mais cruéis e inteligentes do cinema. Possuia o gosto de comer suas vítimas, seja arrancando suas línguas, mordendo suas bochechas, ou até preparando pratos finissimos acompanhados de um saboroso vinho (nhammy).

Após sua prisão, Hannibal ainda assim era requisitado pelo FBI para que ele pudesse ajudar na investigação de outros serial killers cuja mente possuía perturbações.

A história dos filmes é oriunda dos livros escritos por Thomas Harris que começou com a ficção em 1981 . Em 1986, o diretor Michael Mann dirigiu a a versão cinematográfica da história (A primeira escrita foi “Dragão Vermelho”), porém não obteve muito sucesso. Logo, decidiu não rodar as demais histórias.  Foi então que em 1991, Jonathan Demme dirigiu “O Silêncio dos Inocentes”, continuação da ficção de Harris que arrancou 5 Oscars incluindo o de melhor filme.  Ridley Scott deu continuação a saga (Jonathan Demme se afastou por considerar a história violenta demais, mas isso é que a Wikipedia informa… não é muito parâmetro né?) com Hannibal, cronologicamente o último filme.  Já em 2002 foi lançado pelo diretor Brett Ratner uma refilmagem de O Dragão Vermelho que deu mais certo. E por fim, em 2007, Hannibal, a origem do mal que conta como tudo começou…

Hannibal – A Origem do Mal  (2007)

“What is left in you to love?”

Hannibal, ainda criança é capturado com sua irmã Mischa na cabana de inverno onde sua família se abrigava. Após ter perdido os pais, Hannibal presenciou a morte de sua irmã, o que causou desejo imensurável de vingança e ódio. Como retrata a infância e juventude do vilão, foi selecionado para o papel o jovem francês Gaspard Ulliel. O cara tem muito talento, porém particularmente não achei homogêneo sua postura e característica comparada com o Hannibal dos demais filmes. Bem verdade que a mente psicótica estava se formando, você ainda podia ver o jovem Hannibal sendo capaz de chorar e até mesmo de “amar” (ele possuia uma grande afeição por sua tia). Atuação e comportamentos a parte, muito do roteiro do filme deu coerência as ações e comportamentos sucessores de Hannibal nos demais filmes. Até mesmo a máscara de Samurai, cuja máscara se tornou um ícone referencial do canibal.

Dragão Vermelho (2002)

“Our scars have the power to remind us that the past was real.”

Se há um filme de suspense/policial digno daqueles que o final consegue te surpreender e você é fascinado pela mente engenhosa e bem trabalhada de um personagem vilão (que aparentemente possui a impressão de que seu patamar é secundário) esse é realmente o filme. O foco está no assassino conhecido como A Fada dos Dentes interpretado por Ralph Fiennes (pausa para suspiro e tietagens femininas). O filme ainda conta com o digníssimo Anthony Hopkins  (tão perfeito no personagem assim como Jack Nicholson está para Jack Torrance), e Edward Norton (outra pausa, ladies). Este último é William, o cara que investiga os crimes obscuros que descobre logo no começo a verdadeira identidade do Dr. Lecter. Entretanto, a Fada dos Dentes é um outro serial killer solto, conhecido por assassinar famílias de maneiras estranhas com comportamentos incomuns como o de destruir os espelhos que cruzam seu caminho. Transtornos psicológicos e enigmas espalhados por conversas subjetivas é toda a base da história.

O Silêncio dos Inocentes (1991)

“A census taker once tried to test me. I ate his liver with some fava beans and a nice chianti.”

Agora o Serial Killer é Bufalo Bill. Outro cara exótico que mata mulheres fofuchinhas e faz umas roupinhas da moda com a pele delas. Dr. Lecter ainda continua preso e dessa vez, recebe visitas da estagiária do FBI, Clarice Starling. Esta, por seu trágico destino, foi convocada pelo agente Crawford para tentar entender o significado das mortes de Bufalo Bill através do Dr. Lecter. A relação de ambos os personagens – Clarice (Jodie Foster) e Dr. Lecter (ainda Anthony Hopkins) é enigmática e curiosa. Hannibal aparentava possuir curiosidade pela Sra. Starling e ele entrava na sua mente, perguntando coisas de sua vida pessoal para que numa troca relativamente justa, ele pudesse contar suas conclusões (sempreee certas) a respeito do serial killer solto. O filme foi o ganhador de 5 Oscars, e responsável por uma das cenas mais conhecidas do cinema: A cena do Dr. Lecter golpeando um policial, com tamanha frieza, sem exprimir nenhuma reação, seja de prazer ou de raiva. Simplesmente inexpressivo. Como se executasse uma tarefa banal. E Anthony Hopkins faz de uma maneira tão engenhosa, que faz ele ter o controle e a responsabilidade maior da qualidade de todo o filme.  Destaque para a linda analogia dos carneiros que Clarice pretendia silenciar em sua infância. As relações dadas por Hannibal até explicando o comportamento da agente é outro ponto perfeitamente estruturado na história.

Hannibal (2001)


“On a similar note I must confess to you, I’m giving very serious thought… to eating your wife.”

Este é o mais cruel de todos. É neste que finalmente você vê Dr. Lecter livre e com as características que o tornou conhecido. De elegância e sempre mantendo a classe, Hannibal executa mortes exuberantes sem exprimir um terror barato. É o auge de sua performance, de sua atuação e insanidade. Cenas ousadas como a cena do jantar com Paul, ou mesmo do ladrão que pretendia pegar suas digitais, fazem você abrir a boca no meio do filme e soltar interjeições de surpresa pasma como um “eitaaaa” (escolha um pra você, eu sempre uso um Eitaaaaa nessas horas). Desta vez, Clarice é interpretada por Julianne Moore. Não sei se é pela troca de atrizes ou por maturidade do personagem mas as duas realmente soam muito diferentes no papel. Julianne Moore é mais ousada, menos medrosa porém possui sensibilidade muito menor do que a Clarice do Silêncio dos Inocentes. A história engatinha sem você conseguir pressentir se está chegando o final ou não, senão pela duração estimada do próprio filme.  A história porém, traz pontos deprimentes como a fácil captura de Hannibal pelos contratados de Mason Verger ( Uma das vítimas de Lecter que sobreviveu e teve seu rosto deformado), e este próprio Verger que termina de um jeito tão bobo como nas capturas dos ladrões de Esqueceram de Mim.

Contudo, ainda sim, é um filme de cenas perversas e triunfantes ações do Dr. Lecter. Li também pela net que o final do filme é diferente do livro. Segundo o diretor Ridley Scott, o final do livro era “infilmável”… Alguém me conta esse final, pelo amor de Deus???

Top 10 Tragédia

Saudações!

Ainda com nosso especial Dia dos Namorados, o segundo e último post a respeito.

Desta vez, apresentamos aqui um Top10 Tragédia, ranking com os 10 romances mais trágicos.

Quando digo tragédia, não necessariamente me refiro que alguém se lasca no final. Então, não se preocupem de encontrar Spoilers. Há alguns que contém Spoilers na descrição do ranking, mas em cada tópico que houver, terá uma indicação de aviso =).

Este top, é direcionado para os filmes onde nem sempre os casais vivem juntos, ou até vivem, mas possuem uma trama conturbada. E apesar disso tudo, não faz o filme ser ruim, pois ele transmite a essência da idéia e mensagem que quer passar, sendo por vezes bonito e (quem sabe) muito triste.

Então vamos lá…

10º – Amor nos tempos da Cólera – (2007) – Dir.  Mike Newell


“Fermina I have waited for this opportunity for 51 years, nine months and four days. That is… how long I have loved you from the first moment I cast eyes on you un… until now.”

 

Florentino Ariza se apaixona pela doce Fermina Urbino no momento em que ele a viu. Entretanto, como o amor entre ambos era proibido devido a diferença de classe de cada um, Fermina se casa com o médico Juvenal, e assim vai vivendo seus dias, constituindo família.

Florentino então espera a morte do marido de Fermina para que ele possa finalmente ter seu amor retribuido. Enquanto isso, vai fornicando com todas as mulheres da cidade, do país, e os anos vão se passando.
51 anos depois, nem mal o cadáver do marido de Fermina esfriou (esperou tanto tempo, um semaninha a mais seria demais?), Florentino já vai lá pedir seu amor finalmente.

É uma história linda, de fato, derivada do livro de Gabriel Garcia Marquez. Tem um final bonito e até feliz se for analisar. O trágico da história toda (trágico e belo) foi o moço esperar todo esse tempo pela mulher.

O filme é bem feito, e ainda tem Fernanda Montenegro no elenco, fazendo o papel da mãe de Florentino.

 

09º – Romeu e Julieta – (1996) – Dir.  Baz Luhrmann

“Death, that hath sucked the honey of thy breath, hath had no power yet upon thy beauty.”

 

Bom, eu posso ser sucinta pra falar deste filme né, considerando que praticamente todo mundo conhece a história e o porque da tragédia.

Mas, vamos considerar o lado “feliz” da história, justificando o porque que este filme aparece em 9º. Os dois morrem juntos. Os dois se matam. Apesar de garantirem amor eterno no inferno…

Eu coloquei esta versão, porque nela você pode ver o Michael de Lost (Walllllttt!!!) totalmente em visu travesti, além do que é uma versão bem bacana também.

08º – Moulin Rouge – (2001) – Dir.  Baz Luhrmann


“The greatest thing you’ll ever learn is just to love and be loved in return. “

 

E ora, vejam só: mesmo diretor de Romeu e Julieta.

Moulin Rouge é um dos meus filmes preferidos. Tem um quê de musical bem dosado, com musicas contemporaneas (aquela cena do telhado com “Heroes” é maravilhosa).

Toda a fotografia do filme, os tons escarlates, a altissima saturação que esbanja volúpia, glamour, e mescla a tristeza e enfermidade de Satine no fim, dando um contraste lindo da inconstância da vida.

A história me faz lembrar um pouco o livro A Dama das Camélias, com aquela história de mentir pelo bem do amado, e resultar em rancor e angústia.

 

07º – O Morro dos Ventos Uivantes – (1992) – Dir.  Peter Kosminsky

“Be with me always, take any form, drive me mad, only do not leave me in this abyss, where I cannot find you!… I cannot live without my life. I cannot live without my soul.”

 

É mais do que um dos meus filmes preferidos. É meu romance preferido. Trágico, devastador, cheio de mágoa e raiva por amor em demasia. Há quem fale que é uma história sobre ódio e não amor. Quem afirma isso, não viu o final, de certo. Não viu o significado por trás da história.

Catherine Earnshaw em seu auge de egocentrismo e futilidade, escolhe viver uma vida melhor com o almofadinha Linton, ao mesmo tempo que queria ter Heathcliff para sempre em seu calcanhar. Tempos depois, quando a vida se torna uma plataforma incapaz de uni-los novamente, ela se dá conta, assim como Heathcliff, em sua cegueira de vingança lamenta o passado, e alimenta a raiva de todo e qualquer coadjuvante dela.

Deixando de lado toda as especulações sentimentalistas deste romance genial, é trágico porque em vida, houve várias pisadas de bola da parte de ambos (Isto explica também a 7º posição), e toda a história é marcada pelos atos de vingança de Heathcliff (interpretado por Ralph Fiennes com aquele rabo de cavalo com fita de cetim preta *-*).

 

06º – O Leitor – (2008) – Dir.  Stephen Daldry

“It doesn’t matter what I feel. It doesn’t matter what I think. The dead are still dead.”

 

Hanna é uma figura esquisita. Não sabe ler e escrever, e sente vergonha disto. Ela conhece Michael, que até então era só um garoto que fica doente e é acolhido por ela. Desde então, eles passam um tempo juntos, tendo bons momentos. Michael tinha o hábito de trazer um livro para Hanna e ela pedia sutilmente para que ele lesse para ela.

E de repente, Hanna some do mapa. Michael sofre, choraminga, come o pão que o diabo amassou. Mas no fim, se casa com outra, e anos depois ele reencontra Hanna numa situação delicada…

É trágico, porque Hanna não admitiu suas fraquezas, se ferrou com isso, e ainda por cima, o final é marcado de pura mágoa, pena, e tristeza.

Sem mais.

05º – Doce Novembro – (2001) – Dir.  Pat O’Connor

“November is all I know, and all I ever wanna know.”

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Afinal, como explicar a posição do filme, se a tragédia fica no final?

E é assim. Sara vai morrer. Dai ela passa um “doce Novembro” ao lado de Nelson, numa intesidade romântica, linda e etc. E pronto, acaba o prazo e ela tem que morrer, dai o cara fica sozinho como antes, desta vez com o coração partido. ???!!??

 

04º – O Fantasma da Ópera – (2004) – Dir.  Joel Schumacher

♫ “Say you’ll share with me one love, one lifetime. Lead me, save me from my solitude.”♪

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Você assiste o filme, e aparentemente pode não achar que merece o quarto lugar de top tragédia. Mas eu vou considerar alguns fundamentos conceituais da história.

Primeiro: Christine não amava o fantasma.

Segundo: O fantasma era um coitado solitário que obtinha respeito das pessoas somente pelo medo que causava a elas.

Terceiro: O fantasma sabia disso tudo, e abre mão de seu egocentrismo (aprenda isso, Catherine Earnshaw!), e preferindo antes de tudo a felicidade de Christine, deixa ela partir com Raoul, mesmo tendo aprisionado o cara momentos antes.

Um clássico com a belíssima atuação de Gerard Butler (ainda queria saber se é ele mesmo que canta, porque puta merda, que voz impressionante) trazendo no filme toda a beleza do musical de Andrew Lloyd Webber. Eu tive que comprar o cd da trilha sonora, porque até mesmo só ouvindo as músicas sem mesmo considerar a letras, você percebe a paixão, raiva, enfim, o sentimento de cada parte, expostas de forma divina na melodia.

03º – Cidade dos Anjos – (1998) – Dir.  Brad Silberling

“I’m not afraid. When they ask me what I liked the best, I’ll tell them, it was you. “

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

Sei que todo mundo parece amar esse filme, mas eu acho chato. Na primeira vez até gostei, mas não tive mais paciencia de ver numa segunda.
E, assim como todos os filmes que não sou muito fã, vou resumir a justificativa da posição no ranking, daquele jeitinho desdenhoso mágico…

Funciona assim: O cara é um fantasminha camarada. E se apaixona por uma médica, que está viva em carne e osso, a Maggie. Aí passa todo aquele romance intangível dos dois, e daí ele abre mão da eternidade para ficar com ela. Se espatifa todo no chão, vai todo detonado atrás dela (que tinha ido embora da cidade), toca aquela música bonitinha do Goo Goo Dolls, eles se amam carnal e intensamente, e no dia seguinte ela vai comprar pêras, fecha os olhos andando de bike pra curtir a natureza e dá de cara com um caminhão. Daí ela morre.

Sim, é uma história bonita mesmo, eu também acho… Mas é bem trágica não?

 

02º – Em algum lugar do passado – (1980) – Dir.  Jeannot Szwarc


“There is so much to say. I cannot find the words. Except for these: I love you”. Such would I say to him if he were really here. “

 

ATENÇÃO! Spoiler no tópico.

O filme é derivado de um livro de Richard Matheson do qual conta sobre um cara – Richard Collier (interpretado pelo superhomem Christopher Reeve) que descobre que está doente, e ao fazer uma viagem, ele encontra um quadro de uma mulher no hotel em que está hospedado.

Daí ele descobre que está apaixonado por ela e que já esteve com ela em “algum lugar do passado”. Nisso ele faz uma imersão no tempo em seu quarto (compra roupas antigas, e tudo que faça o psicológico dele acreditar que está no passado) e acaba “voltando” e encontrando Elise McKenna por quem está apaixonado.

É trágico porque no auge de seu romance com a moça, ele enfia a mão no bolso e encontra uma moeda atual! Isso faz com quem a mente dele se dê conta da realidade e ele volta pro presente. Que zica dos infernos hein?

01º – P.S. Eu te amo – (2007) – Dir.  Richard LaGravenese

“Don’t be afraid to fall in love again. Watch out for that signal, when life as you know it ends. P.S. I will always love you “

 

Contar o começo é spoiler? Não né? Ok, então isto que vou lhe contar NÃO é um spoiler, tem até nas sinopses… O mocinho morre no começo. Sim, bem pra quebrar regras. Genial? Super! e Super
infeliz também.

Gerry (Gerard Butler de novo) e Holly (Hilary Swank) se amavam, mas brigavam muito. Logo no começo, você vê ela lá, lamentando no velório, e demora pra cair a ficha do que tá acontecendo…A princípio você pensa que é o futuro e dai ela vai contar a história dos dois. Mas, não… É o presente mesmo.

E o filme todo passa com a Holly recebendo misteriosamente as cartas de Gerry, sabe-se-lá por quem (talvez do próprio Gerry?). Sinceramente, o cara pode amar ela, mas mandar carta depois da morte dizendo coisas que poderia ter dito em vida, só fez piorar a resiliência da coitada.

E porque do numero 1 em tragédia? Porque é vazio. Um filme sem expectativas. A morte lhe tomando o que você ama, e não é ficção, ele não vai voltar… nunca mais… o.O

(silêncio mortal….)