28 Dias (2000)

“Even a pain in the ass needs, someone, to take care of them”

Sandrinha Bullock se esforça num bom trabalho, com um personagem que é forte, porém num roteiro extremamente xoxo. Não se trata da superação em sair de um vício (que também é algo já manjado no cinema), e sim do modo em que a trama foi conduzida, que torna 28 Dias tão melodramaticamente anêmico quanto a novelinha (Santa Cruz) que passa dentro dele.

Gwen (Bullock) é uma colunista conceituada de Nova York que desde pequena é Pé de Cana. Após zuar geral o casamento da irmã (nem aquela sua tia chata que reclama do bolo seria capaz), ela decide se internar numa clinica de reabilitação. A história já começa sem força nenhuma, pois além de nesta cena, Bullock não convencer enquanto bêbada, sua make up está inteirinha demais pra termos uma alusão de que a pessoa está fora de si. Visualmente não causa a sensação de que ela havia “caído na mão do palhaço”…

Mas, aí ela acaba entrando na clínica, surge Steve Buscemi e sua feiúra, que com todo talento, faz o melhor que pode dentro de um papel lamentável. Ele é o diretor da clínica, e talvez seja vício meu em sempre vê-lo em atuações muito diferentes dessa, mas eu realmente achei que ele não se encaixou com o personagem. De toda forma, quando se acha que sua figura é importante para o filme, ele acaba sendo secundário e sai bruscamente de foco, agredindo nosso bom gosto.

E dai, entram outros personagens, esteriotipados, que são os pacientes da clínica, cada um com uma característica numa versão vagamente intencionada a ser Um Estranho no Ninho. Fora eles, entra Viggo Mortensen, como Eddie, um jogador de Baiseball que também se interna na clínica e a gente fica sem saber qual é sua função na história.

Gwen aos poucos aprende a ser humilde na vida, a pedir ajuda e a perceber que tem um problema. Bonito. Tem todo o drama familiar de perdões e mágoas. Porém, mesmo sendo um tema de longa data no cinema, poderia ser melhor trabalhado. E apesar de Bullock ser uma grande atriz, ela é enquanto faz papel de sóbria. Teria muito o que aprender com Meg Ryan para atingir mais êxito neste quesito. Nas partes em que se pretende ser cômico, o roteiro se favorece pela própria atriz que sabe deixar engraçado o manjado pé quebrado batendo num balde.

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Bruxas Bacanas!

Saudações caros!

Vou contar uma coisa inicial no post de hoje: Eu AMO Halloween! Gostaria que aqui no Brasil tivesse mais forte esta data na nossa cultura como temos o lixo do Carnaval (desabafo=ON).

Enfim, acho genial festas a fantasia, abóboras espalhadas com luzes dentro, e aquele ritual todo de gostosuras ou travessuras. E enxergo mais a data como uma festa realmente de tudo o que há de mais freak e legal do que o lance de “Vamos assistir Decapitação na Casa do Alto da Colina Parte 4”.  É claro que sempre temos espaço para o terror. Quando eu tinha 15 anos eu corri no telhado de casa com uma faca e a máscara do Pânico atrás da minha vizinha também de 15. Tomei bronca da minha mãe, assustei a família com o lance de “Será que ela é uma futura psicopata?” mas foi legal mesmo assim… (tá a faca afiada de açougue eu deveria ter trocado por uma de cartolina, mas enfim…).

Outra verdade é que eu adoro filmes de bruxas que tem uma trama de comédia ou até mesmo romance. Como é o caso das duas indicações que vou dar. Lembro que todo ano eu presenteava ou pelo menos desejava um feliz dia das Bruxas para as minhas amigas (a gente se chamava carinhosamente de “bruxa”) e esses filmes me fazem lembrar absurdamente delas. Então, além da indicação, eu dedico esse post para as queridas Barbara e Amanda Bia, minhas bruxas preferidas e lindas ^^

Então, vamos lá:

Abracadabra –  (1993) – Dir. Kenny Ortega

“Oh look, another glorious morning. Makes me SICK!”

Criado pela Disney em 1993, e um dos grandes clááásicos de Sessão da Tarde para a data. Traz no elenco Bette Midler como Winnie (excelentíssima), Sarah Jessica Parker como Sarah (glamourosa desde sempre né?), e Kathy Najimy como Mary. As três fazendo o papel das Bruxas que são libertadas de uma maldição depois de 300 anos.

Destaque para a cena da música I Put Spell on You com Bette Midler arrasando na performance.

Filme super gostoso de assistir, com pitadinhas de fantasias boas que só a Disney sabe dar. Fiquei com vontade de assistir agora =P

Confira o trailer:

 

Da Magia à Sedução –  (1998) – Dir. Griffin Dunne

“I don’t know. Maybe I had my happiness. I don’t want to believe it but, there is no man, Gilly. Only that moon.”

Não é um puta de um filme, evidente. E garotas, assistam sem a presença de seus respectivos companheiros. Namorados odeiam filmes assim. Se ele amar, suspeite.

De qualquer forma, nem mesmo eu amo este filme. Gosto dele porque tem um toque especial, um certo humor negro (mesmo que pouco), um romantismo meio mágico no ar, e o clima de feitiçaria que deixa o filme muito interessante. Não é bem seu roteiro que atrai, considerando que é só mais uma comédia romântica. Mas sim, o estilo e a linha que ele segue. Todo filme romântico ou comédia que mistura magia pra mim, fica sendo muito mais “mágico” (num diga!). Afinal, já que estamos falando de algo irreal como casais viverem felizes para sempre, e amor eterno, já chutemos logo o balde e fazemos uma história 100% fantasia com direito a dança nudista ao Luar e Margueritas a Meia-Noite, correto?

Confira o trailer:

MTV Movie Awards 2010

Bom, eu me pergunto porque falar sobre essa comemoração tosca por aqui. E, hey já tenho a resposta: Pra criticar, claro! =D

E advinha quem foi o grande vencedor de melhor filme? Claro: New Moon – o segundo filme da saga Twilight.

Dada as outras opções, eu achei válido a premiação, embora eu votava e acreditava fervorosamente que Potter ia levar a melhor.  Entretanto, considerando a premiação totalmente voltada para o público adolescente, não é surpresa Lua Nova ter ganhado. Até porque, realmente o filme é muito bem feito… Antes ele do que Avatar, hehehehe.

Gosto da fotografia, não só de New Moon, mas como de Crepúsculo e acredito que Eclipse será bom neste sentido, pelo o que já pude conferir nos trailers. Os tons amarelados deste segundo filme, é muito significante, considerando que há mais do calor do Jacob, do que a frieza do Cullen (Eclipse por exemplo, tem um poster num tom azulado).

Além de melhor filme, a chatonilda da Kristen Stewart levou o prêmio de melhor atriz (que aí tenho que discordar, afinal a Sra Bullock também concorria o prêmio). Pattinson recebeu o de melhor ator e de Superastro (Tietagens a parte, mas eu gostei – Depp merece prêmios melhores do que a Mtv pode dar), e ainda o melhor beijo. Aliás, rolou até uma bitoca extra entre a Kristen e o Pattinson durante a premiação. Até onde lembro os dois não estão mais juntos, mas porque não satisfazer o gosto da puberdade midiática não?

No fim, Potter só levou o prêmio de Melhor Vilão, representado por Tom Felton, o Draco Malfoy… Eu teria concordado, se não fosse o fato de que ela, a Mega Foda Best Of The World, Helena Bonham-Carter, não estivesse concorrendo o mesmo prêmio também… Quer melhor vilã que ela? (Até no próprio Harry Potter e o Enigma do Príncipe ela ganha, com o papel da bruxa Lestrange).

Pra finalizar, Bullock recebeu uma homenagem e o prêmio Mtv Generation com direito a um beijo na Scarlet Johansson.  Além da Meryl Streep, em premiações passadas, só tá faltando a atriz beijar a Susan Sarandon o.O

Confiram todas as premiações pelo link do Cineclick.